Segunda, 04 de junho de 2012
Assista “Home” Dilma; e a Rio+20 mudará O MUNDO
Prezada presidente Dilma, nada acontece por acaso. É o mundo que lhe pede socorro.
Foto: Reprodução
Prezada presidente Dilma, nada acontece por acaso. É o mundo que lhe pede socorro, por administrar a ainda maior e amazônica biodiversidade do planeta, à mercê de um desenvolvimento que buscamos verdadeiramente sustentável, não apenas econômico como foi até agora. Acredite que tudo está e sempre esteve dentro de um plano maior. Não foi à toa que a senhora nasceu entre as montanhas, cresceu nos pampas, tornou-se guerrilheira, subversiva e conquistou o cargo que ocupa.
Saiba, pois, e se orgulhe disso: a primeira manifestação pública registrada na história do ambientalismo brasileiro foi protagonizada por um mineiro de Guanhães. Sabe onde? Em Porto Alegre! Inconformado com a prefeitura que iria diminuir os canteiros centrais de uma avenida e cortar as árvores para dar lugar aos automóveis, ele fez o que a senhora faria na sua juventude política: subiu numa das árvores ameaçadas, chamou a imprensa e só desceu quando teve a opinião pública a seu favor e a garantia que o verde seria poupado.
Sabe qual o estado brasileiro que também primeiro se organizou, criou um conselho deliberativo de política ambiental, com a participação paritária do setor produtivo e a sociedade civil organizada? A sua Minas, presidente. A mesma Belo Horizonte que a acolheu, e foi uma das primeiras capitais brasileiras a criar tanto uma secretaria como uma legislação municipal de Meio Ambiente até hoje modelos para o país.
Orgulhe-se mais, Dilma! Foi o nosso Copam democrático aqui das montanhas de Minas que inspirou a criação e formação do Conselho Nacional de Meio Ambiente, o Conama do Brasil, que precisa da sua atenção, tal como o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama - que jamais foram valorizados pelos seus antecedores na Presidência da República.
Por isso, nossa mineira, gaúcha, brasileira e cidadã do mundo, Dilma Roussef, permita-nos um palpite drummondiano. Um palpite revolucionário, para que seu governo não seja mais um desastre político irreversível na história agonizante de um planeta em desequilíbrio. Antes do início protocolar da Rio + 20, convide e reúna em uma sessão de cinema, todos os estadistas que vierem ao Brasil. Chame todos os seus outros ministros, além da Izabella. Mais os seus principais líderes e a elite do empresariado nacional compromissado com a sustentabilidade dos seus negócios. E assista com eles, se já não assistiu (e parece que não), ao filme “HOME – Nosso Planeta, Nossa Casa”, de Yann Arthus-Bertrand, campeão de buscas no YouTube, por ser o maior libelo ecológico já produzido na história cinematográfica.
Simples assim, presidente Dilma, como a gente é no fundo. Pode por fé, apesar de mineira desconfiada. Depois de ver este documentário, nem a senhora, nem os olhos do seu governo serão mais os mesmos. Nem o Brasil, nem a humanidade.
Só isso, Dilma, com um intervalo estratégico no meio de tanta, belíssima e relevante informação, para um cafezinho, e pronto. A Rio + 20 será mais do que poderia sonhar e realizar o seu passado guerreiro e subversivo. Sua gestão, doravante e ainda que tardia, como Tiradentes e Guimarães Rosa gostariam de ver, não será mais do tamanho de Brasília. Será do tamanho do mundo. Do tamanho da liberdade, do nosso amor, da nossa necessidade e tamanha esperança.
Assista por favor! E tenha uma boa conferência e uma boa revolução!
São os votos desta edição especial da Revista ECOLÓGICO sobre a Rio + 20.
Até a próxima lua cheia!
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