Segunda, 04 de junho de 2012

O sacolejar da arte politicamente correta

Projeto “Sacolas de Minas – Artistas Solidários”, lança uma coleção de sacolas retornáveis com estampas que reproduzem as obras de 10 consagrados artistas plásticos

Hiram Firmino - redacao@revistaecologico.com.br



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Foto: Omar Freire/ Imprensa MG

Foto: Omar Freire/ Imprensa MG

Um ano atrás, com apoio da Associação Mineira de Supermercados (Amis), a prefeitura de Belo Horizonte saiu na frente das outras capitais brasileiras ao criar a primeira lei no país proibindo o uso de sacolas plásticas convencionais. Só na capital mineira, isso representou 450 mil sacolas/dia não poluindo mais o meio ambiente. Até São Paulo,  terceira mais populosa e consumista cidade do planeta, aderiu à ideia nascida em meio às montanhas. Agora, um ano depois, é a vez do Governo de Minas, por meio  do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e  com o mesmo apoio da Amis, também sair na frente em arte, cultura e ecologia humana.
Trata-se do Projeto “Sacolas de Minas – Artistas Solidários”, lançado pelo governador Antonio Anastasia, através de uma coleção de sacolas retornáveis com estampas reproduzindo as obras de 10 consagrados artistas plásticos mineiros. São eles: Amilcar de Castro, Fernando Lucchesi, Fernando Pacheco, Fernando Velloso, Jorge dos Santos, Jorge Fonseca, José Octávio Cavalcanti, Marco Túlio Resende, Thais Helt e Selma Weissaman.
Já à venda por apenas R$ 1,90 a unidade em supermercados de todo o estado, parte da renda será revertida para os programas e projetos do Servas, beneficiando crianças, jovens, adultos e idosos atendidos em instituições filantrópicas,  educacionais, unidades da Apae, etc. Segundo o presidente da Amis, José Nogueira, o projeto une o útil ao agradável: “Ao usar estas sacolas, estamos ajudando o Servas na sua missão social, divulgando a arte e preservando o planeta. Em vez daquelas que antes poluíam a natureza, estas agora são ecológicas, culturais e solidárias”.

“Aprendi cedo que existem duas perguntas que as pessoas de bem costumam se fazer, diante das injustiças do mundo. A primeira é: o que eu posso fazer? A segunda é:
o que precisa ser feito?
As primeiras  pessoas ajudam muito. As segundas mudam
 o mundo”


Andréa Neves, presidente do Servas

 

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