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Projeto Pesca + Sustentável permite ao consumidor rastrear o peixe do mar ao prato


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Preocupada com essas questões, a ONG Conservação Internacional (CI-Brasil) resolveu criar o Pesca + Sustentável – programa que desenvolve junto a pescadores regras de manejo adequadas para preservar as espécies e os ecossistemas. Crédito: Creative commons

Preocupada com essas questões, a ONG Conservação Internacional (CI-Brasil) resolveu criar o Pesca + Sustentável – programa que desenvolve junto a pescadores regras de manejo adequadas para preservar as espécies e os ecossistemas. Crédito: Creative commons

Programa, criado pela Conservação Internacional (CI-Brasil), conta com a parceria de restaurantes em três Estados: Bahia, Rio de Janeiro e Pará


06/02/2018

Peixe grelhado, moqueca, casquinha de siri, sashimi… Delícias que dão água na boca. Mas você já parou para pensar de onde vêm os pescados que a sua família costuma consumir? As pescas foram feitas de forma adequada, sem prejudicar o meio ambiente e a reprodução das espécies de peixes?

Preocupada com essas questões, a ONG Conservação Internacional (CI-Brasil) resolveu criar o Pesca + Sustentável – programa que desenvolve junto a pescadores regras de manejo adequadas para preservar as espécies e os ecossistemas.

Em três anos, já foram mais de 60 mil famílias de pescadores tradicionais beneficiadas pelo programa. E o projeto não parou por aí. Depois de pescados, esses animais marinhos são agora enviados a restaurantes parceiros, que os recebem em lotes etiquetados com um QR Code – código que permite rastrear informações sobre a origem, a comunidade que realizou a pesca, em que época ela ocorreu e as características da espécie.

Com isso, atesta que todo o percurso, da captura à mesa, seguiu de maneira apropriada. Assim, o consumidor, ao provar um fruto do mar, poderá também escanear um QR code com um celular e conhecer exatamente o trajeto do pescado da rede até o seu prato.

O programa conta com a parceria de restaurantes de três Estados: Bahia, Rio de Janeiro e Pará. Para consultar a lista completa de estabelecimentos, basta acessar o site Pesca + Sustentável.

Agora, a meta da CI-Brasil é expandir o projeto. Em 20 anos, o objetivo é criar regiões de referência para a conservação marinha, propiciar espécies conservadas, pescarias sustentáveis e comunidades que se beneficiem desse desenvolvimento. Além, ainda, de iniciar um processo de consumo responsável junto ao mercado interno.

Contra a pesca predatória

O programa Pesca + Sustentável é uma importante iniciativa de combate à pesca predatória, ainda muito praticada no Brasil. Estima-se que 500 mil pessoas vivam da pesca. Mas a ação humana tem degradado os ambientes costeiros e marinhos. Poluição e a destruição de manguezais têm afetado os ecossistemas que servem de local de reprodução de espécies marinhas.

E não é apenas a degradação do ambiente que afeta as espécies. São mais de 536 mil toneladas de pescado marinho capturado por ano, em sua maioria, de forma inadequada. Com o aumento da demanda, a pesca predatória tem causado a diminuição no volume de pescados, superando a sua capacidade de reprodução nos mares.

Se a pesca continuar seguindo o ritmo atual, as espécies pescadas podem desaparecer até 2048, segundo estudos da organização WWF.

Consumo consciente

Se quisermos continuar a nos alimentar do mar, será importante apoiarmos projetos como o Pesca + Sustentável. Para isso, é importante que o consumidor fique atento durante as compras do dia a dia.

Um exemplo é pedir que seus fornecedores – sejam eles o peixeiro da feira, o grande supermercado ou o dono do restaurante – só ofertem os peixes que não estejam em risco de extinção e fora da época de defeso.

Para saber quais espécies estão nessas situações, consulte o Guia de Compras de Frutos do Mar da WWF (em inglês). Outra medida importante é dar preferência a produtos de maricultura e aquicultura – atividades que englobam a produção de uma ampla variedade de organismos aquáticos marinhos, desde vegetais – como as algas e os invertebrados, entre eles os crustáceos e moluscos, até vertebrados, como peixes e répteis –, nas quais os animais são criados em áreas delimitadas e sua produção é, em geral, controlada e sustentável.
 

Fonte: Akatu


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