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Cientistas da USP avaliam potencial de vida em lua de Júpiter


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Linhas na superfície de Europa indicam a presença de um oceano subterrâneo. A lua Europa sofre deformação geométrica periódica: quando se aproxima do planeta, sua forma é esticada pelo forte puxão gravitacional; já quando se afasta, sua forma volta a encolher. Embora Júpiter esteja bem distante do Sol, há um oceano subterrâneo que contém água líquida em Europa, e isso é explicado pela “força de maré” da grande atração gravitacional deste planeta. Com suas deformações por períodos, é liberada no interior uma grande quantidade de energia térmica. Dessa forma, enquanto sua superfície se aproxima do zero absoluto, seu subsolo mantém a água líquida aquecida – Foto: Nasa JPL/DLR / Domínio Público via Wikimedia Commons

Linhas na superfície de Europa indicam a presença de um oceano subterrâneo. A lua Europa sofre deformação geométrica periódica: quando se aproxima do planeta, sua forma é esticada pelo forte puxão gravitacional; já quando se afasta, sua forma volta a encolher. Embora Júpiter esteja bem distante do Sol, há um oceano subterrâneo que contém água líquida em Europa, e isso é explicado pela “força de maré” da grande atração gravitacional deste planeta. Com suas deformações por períodos, é liberada no interior uma grande quantidade de energia térmica. Dessa forma, enquanto sua superfície se aproxima do zero absoluto, seu subsolo mantém a água líquida aquecida – Foto: Nasa JPL/DLR / Domínio Público via Wikimedia Commons

Modelo criado se baseia nas condições ambientais semelhantes às da lua Europa e de uma mina de ouro onde foi encontrada bactéria

 

09/02/2018

Uma das grandes questões atemporais da humanidade é se estamos, de fato, sozinhos no universo. E, ao contrário do que muitos pensam, além de planetas, como o nosso, há possibilidade de ela existir também em satélites naturais.

Com esse intuito surge a pesquisa teórica de um grupo de cientistas da USP, que não precisou sair do planeta Terra para estudar a habitabilidade microbiana em Europa, uma das 69 luas de Júpiter.

A lua Europa é considerada por muitos especialistas um lugar fora da Terra com grande potencial de abrigar vida. Isso porque foi conhecido que, além de gás carbônico, água oxigenada e enxofre, ela contém água e oxigênio, elementos fundamentais para o desenvolvimento de seres vivos.

Em uma mina de ouro em Mponeng, África do Sul, localizada a 2,8 quilômetros de profundidade, foi descoberta a presença da bactéria Candidatus Desulforudis audaxviator. O grupo de pesquisadores se deu conta de que os parâmetros ambientais do local coincidiam aos da lua jupiteriana, fato decisivo para o surgimento da pesquisa, mesmo não havendo ainda conhecimentos detalhados sobre a superfície de Europa.

Assim surgiu o estudo desenvolvido por Thiago Altair Ferreira, graduado em Química pelo Instituto de Química (IQ) e mestrando no programa de Física Biomolecular do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP; Marcio Guilherme Bronzato de Avellar, bacharel em Ciências Moleculares da USP; Douglas Galante, bacharel em Ciências Moleculares, pós-doutor do IAG e pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/CNPEM;, e Fabio Rodrigues, graduado em Ciências Moleculares, pós-doutor e docente pelo IQ.

Embora Júpiter esteja bem distante do Sol, há um oceano subterrâneo que contém água líquida em Europa, e isso é explicado pela “força de maré” da grande atração gravitacional desse planeta.

Com suas deformações por períodos, é liberada no interior uma grande quantidade de energia térmica. Dessa forma, enquanto sua superfície se aproxima do zero absoluto, seu subsolo mantém a água líquida aquecida.

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) e a Agência Espacial Europeia (ESA) têm planos e já estão investindo pesado na organização de expedições para a década de 2020, momento aguardado com ansiedade por cientistas do mundo todo.
 

Fonte: USP


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