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Após queimadas, uma das maiores RPPNs de Cerrado recebe expedição


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Os especialistas farão uma imersão na região com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre espécies da região e avaliar o impacto do fogo na biodiversidade local. Foto: Fundação Boticário

Os especialistas farão uma imersão na região com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre espécies da região e avaliar o impacto do fogo na biodiversidade local. Foto: Fundação Boticário

Durante dez dias, pesquisadores vão monitorar área com o objetivo de mostrar a relevância da conservação da biodiversidade na Reserva Natural Serra do Tombador


21/02/2018

Doze pesquisadores embarcaram em uma expedição de dez dias pela Reserva Natural Serra do Tombador, localizada na porção central do Cerrado e mantida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma das maiores de Goiás e, assim como grande parte do Cerrado, sofreu com queimadas do último ano.

Com foco em pesquisa, os especialistas farão uma imersão na região com o  objetivo de ampliar o conhecimento sobre espécies da região e avaliar o impacto do fogo na biodiversidade local. “Nossa ideia é tornar essa expedição um marco zero do monitoramento do impacto do fogo no Cerrado na reserva. Nos últimos anos, as queimadas têm atingido grande parte do bioma e um estudo como este vai possibilitar uma melhor compreensão de como o fogo pode influenciar o equilíbrio dos ecossistemas”, comenta Natacha Sobanski, analista de projetos ambientais da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

A primeira expedição de biodiversidade para Serra do Tombador, coordenada por Reuber Brandão, foi realizada em 2016 e teve como foco o aumento do conhecimento sobre peixes, pequenos mamíferos, morcegos e anfíbios.

Durante dez dias foram feitos mais de 60 novos registros de espécies no local. “Isso não significa que todas são novas para a ciência, mas que encontramos espécies que nunca haviam sido avistadas na Reserva, algumas delas raras, endêmicas e ameaçadas, ressaltando a importância do local para a conservação da biodiversidade do Cerrado ”, ressalta Natacha.

Neste ano, a saída de campo terá como foco os pequenos mamíferos, as aves, o levantamento da flora e também das formigas – insetos que podem ser considerados bioindicadores do impacto do fogo sobre o ambiente e, quando monitorados, podem fornecer informações importantes sobre as queimadas que ocorrem no Cerrado.

Parcerias

A expedição é realizada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e conta com a participação de especialistas da Universidade Federal de Viçosa, da Universidade Federal de Goiás e da PUC-Goiás.

Estudos como esse são de grande importância para embasar, por exemplo, a implementação de futuras estratégias e políticas de prevenção e combate ao fogo, mal que acomete o Cerrado todos os anos.

Além disso, os registros dos trabalhos dos pesquisadores e especialistas servirão também de base para um minidocumentário que irá contribuir para geração de conhecimento sobre o impacto do fogo no Cerrado.

O coordenador da expedição e integrante da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Fabiano Melo, avalia a viagem como uma excelente oportunidade de melhorar o conhecimento ambiental da região e de se preparar para a presença cada vez mais constante do fogo.

Fonte: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza


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