A cada três crianças, uma tem sobrepeso no Brasil

Alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos são itens obrigatórios para a qualidade de vida na infância
Obesidade
Publicado em: 11/12/2018

Nos últimos anos, vários hábitos mudaram de maneira drástica. Com o aumento do consumo de alimentos industrializados e os avanços tecnológicos, as crianças passam mais tempo sentadas usando aparelhos eletrônicos e praticam pouca ou nenhuma atividade física, além de se alimentarem de maneira errada.

Para o endocrinologista e nutrólogo pediátrico e do adolescente do Hospital Anchieta, Delmir Rodrigues, vários fatores podem desencadear a obesidade infantil. “Os principais são a interrupção precoce do aleitamento materno e a introdução de alimentos inapropriados, os distúrbios de comportamento alimentar, as condições genéticas ou uma combinação desses elementos”.

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, a estatística de crianças obesas é muito elevada. Um em cada três brasileiros apresenta sobrepeso ainda na infância. Estima que 33% das crianças brasileiras entre 5 a 9 anos, já estejam acima do peso. Entre os jovens com idades de 18 a 24 anos, o percentual de obesos aumentou em 110% nos últimos 10 anos.

As estatísticas são bastante preocupantes e apontam para uma grande possibilidade de que esses indivíduos se mantenham obesos ou com sobrepeso durante a vida adulta. Pensando no envelhecimento com mais qualidade de vida, o Ministério da Saúde e a indústria alimentícia brasileira assinaram, em novembro, um acordo que visa diminuir a quantidade de açúcar nas composições de muitos de alimentos.

Acompanhamento regular

A indústria terá cinco anos para reduzir 144 mil toneladas de açúcar em alimentos como iogurtes, achocolatados, sucos de caixinha, refrigerantes, bolos e biscoitos. Segundo Rodrigues, a obesidade na infância e adolescência é um assunto extremamente importante, pois acomete pessoas que estão em um processo de desenvolvimento físico.

“É importante ter acompanhamento regular com pediatra, educação familiar, escolar e comunitária para promoção de alimentação balanceada, estilo de vida saudável e prática regular de atividade física”, explica.

Se não tratada precocemente, a obesidade infantil aumenta o risco de uma série de condições. “Colesterol elevado, pressão alta, doenças do coração precoce, diabetes tipo 2, alterações ortopédicas, dermatológicas, psicossociais, são alguns dos problemas que podem ser desenvolvidos”, conclui o especialista.


Postar comentário