Sedese e Fundação Palmares firmam acordo para levar turismo e renda às comunidades quilombolas

Iniciativa vai contribuir para valorização da cultura, desenvolvimento sustentável e preservação das florestas nativas
Da Redação / Ecológico - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 19/06/2019

Uma cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e a Fundação Cultural Palmares (FCP) pretende desenvolver um trabalho de valorização da cultura e de fomento ao etnoturismo nas comunidades quilombolas de Minas Gerais. O primeiro encontro para firmar a parceria ocorreu na última semana, na Cidade Administrativa com a coordenação do subsecretário de Direitos Humanos, Thiago Horta, juntamente com o presidente da FCP, Vanderlei Lourenço.

Manoel Marques/Imprensa MG
Manoel Marques/Imprensa MG

De acordo com o subsecretário, o objetivo da troca de experiências e informações entre os órgãos é para, em um primeiro momento, levantar todas as informações e demandas das comunidades quilombolas. “Os dados subsidiarão a implementação das políticas públicas que valorizem a atuação histórica das comunidades, além de estimular o etnoturismo dentro delas”, adianta Horta.

Segundo o coordenador Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Sedese, Clever Alves Machado, a pasta está inserindo o etnoturismo no planejamento estratégico para atender demandas apresentadas pelas comunidades quilombolas durante as conferências da Igualdade Racial ocorridas entre os anos de 2005 e 2018.

“A iniciativa vai contribuir para o desenvolvimento sustentável dos quilombos e da preservação das florestas nativas”, afirmou. Ainda de acordo com Machado, as comunidades atuam na manutenção dos biomas, assim como os indígenas, os ciganos, geraizeiros e demais povos tradicionais.

Minas Gerais abriga mais de 400 quilombos certificados pela FCP. A partir de um mapeamento, já estão sendo apuradas as informações para embasar o planejamento com alternativas viáveis ao desenvolvimento econômico e social dessas comunidades a partir do turismo.

“As comunidades quilombolas já atraem os olhos do mundo inteiro por suas práticas tradicionais de agricultura e espiritualidade. Vamos valorizar a sua identidade, para que o seu desenvolvimento econômico seja de fato alcançado”, afirma Clever.

Também participaram da reunião a superintendente de Participação e Diálogos Sociais, Letícia Palma e Vandeli Paulo dos Santos, também da Coordenaria da Igualdade Racial.

Fonte: Agência Minas


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