Aplicativo educacional que identifica árvores quer chegar a BH, Curitiba e Recife

Natu Contos traz histórias escritas por autores da literatura infantojuvenil e narrados por grandes cantores
Da Redação / Ecológico - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 27/12/2019

O aplicativo educacional Natu Contos, que pretende reconectar a sociedade com a natureza das cidades brasileiras, alcançou sua meta de R$ 16.522,00 no financiamento coletivo na plataforma Catarse para alcançar mais pessoas ao desenvolver versão para Android. Agora, com sua meta estendida, pretende promover um novo vínculo afetivo e memorável entre árvores e os cidadãos de Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Recife (PE).

Em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, o aplicativo ajuda o usuário a identificar cinco espécies nativas da Mata Atlântica – embaúba, ipê-amarelo, jequitibá, pau-brasil e pau-ferro – de um jeito diferente. O programa oferece uma verdadeira aventura literária em parques e praças, em que adultos e crianças podem descobrir contos – escritos por autores da literatura infantojuvenil e narrados por grandes cantores brasileiros – nessas árvores da Mata Atlântica.

Já disponível gratuitamente na plataforma IOS, agora o aplicativo precisava da ajuda do público para o desenvolvimento do designer para Android (meta de R$ 18.522,00). Estima-se que até julho de 2020, ele já esteja disponível nesta plataforma.

Divulgação
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A plataforma Natu Contos traz árvores mapeadas em parques e praças das cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Uberaba (MG). Clique aqui e veja como funciona. Agora, para chegar às novas cidades (meta de R$ 21, R$ 25 e R$ 29 mil, respectivamente), o financiamento coletivo no Catarse continua disponível. Quem participar do financiamento com doações a partir de R﹩ 25 terá recompensas, como o plantio de mudas pela SOS Mata Atlântica, livro infantil, pôster com ilustração do artista Arthur Daraujo, entre outras.

“Gostaríamos de agradecer todos que contribuíram para o alcance da meta. Com isso, muitas crianças e escolas terão acesso a esse aplicativo, tornando-o ainda mais democrático”, afirma Fernanda Sarkis Coelho, idealizadora do aplicativo.

Com o Natu Contos, o público poderá realizar uma atividade ao ar livre, em qualquer época do ano, e aproveitar o tempo brincando em meio à natureza para saber mais sobre ela. Na prática, o usuário realizará uma “caça ao tesouro” por árvores. Depois de baixar o aplicativo e escolher o local de sua expedição, ele seguirá um mapa na tela do celular, integrado ao GPS, até a árvore identificada. Essa caminhada já é uma ótima oportunidade para prestar atenção à natureza local, relaxar e desfrutar dos benefícios que ela oferece.

Quando uma árvore é encontrada, um universo lúdico se abre: um vídeo animado a apresenta e, depois, um conto fica disponível para o adulto ler/ouvir com a criança embaixo da sua copa. Uma vez coletadas, as histórias e as fichas técnicas de cada árvore vão para uma biblioteca e podem ser relidas e ouvidas quantas vezes quiser, em qualquer lugar.

“Quem sabe as pessoas possam aproveitar esta época de fim de ano e presentear as pessoas de um jeito diferente ou chamando amigos para participar do financiamento coletivo. Todas as cidades que o aplicativo pretende chegar estão na Mata Atlântica e possuem praças e parques interessantes. Ao apoiar este aplicativo, queremos propor para as pessoas observarem, sentirem e se relacionarem mais com a natureza de suas cidades”, afirma Afra Balazina, diretora de Comunicação da Fundação SOS Mata Atlântica.

Nos contos do aplicativo é possível lembrar como as pessoas já tiveram uma relação diferente com as árvores, qual a relação dos animais com elas e saber mais das transformações que cada espécie passa em cada estação do ano.

Em “Amélia e seu Ipê-amarelo”, de autoria de Índigo com narração de Tiê, por exemplo, Amélia que tinha tudo amarelo, até seu cabelo, adorava um eucalipto, mas não ligava para um ipê-amarelo que tinha em seu sítio. Quando ele floresceu na primavera, isso mudou. Já em “Árvore de Estimação”, de Tiago de Melo Andrade e narração de Lenine, uma menina fica triste por ter perdido o gramado e a sombra fresca de sua árvore de estimação queimada em um incêndio, onde ela tinha seu balanço. Em “À procura do Pau-Brasil”, de Andrea Pelagagi com narração de Fernanda Takai, um irmão e uma irmã tentam de todas as formas descobrir se a árvore que eles acharam era mesmo a espécie que deu nome ao nosso país.

Ainda é possível conhecer no aplicativo as características de boa parte delas, além de como funciona o processo de dispersão de sementes de algumas espécies.

No conto “O pica-pau e o Pau-ferro”, de João Anzanello Carrascoza e narração de Mart’nália, um pica-pau se aventura até a cidade e acha uma árvore diferente das do bosque em que morava, pois ela era muito dura. E em “Simãozinho e o pé de Embaúba”, de Claudio Fragata e narração de Ney Matogrosso, o macaco Simãozinho tem medo de altura, mas sonha em subir na árvore para comer seus lindos frutos.

Fonte: SOS Mata Atlântica


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