Após ano caótico, Ministério do Meio Ambiente anuncia criação de Secretaria da Amazônia

Ano de 2019 foi um dos piores para a Floresta Amazônia brasileira, com crises envolvendo incêndios e desmatamento
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Política Ambiental
Publicado em: 10/01/2020

O Ministério do Meio Ambiente anunciou, nessa quinta-feira (9), a criação de uma secretaria própria para tratar da Amazônia. A Secretaria da Amazônia terá sede em Manaus, capital do Amazonas. A ação ocorre depois de um 2019 difícil para a floresta brasileira, com crises envolvendo incêndios e desmatamento recorde.

O novo braço terá atribuições em áreas como bioeconomia, combate ao desmatamento ilegal, regularização fundiária, pagamento por serviços ambientais, entre outros. "A Secretaria da Amazônia, com sede em Manaus, ajudará muito na viabilização das ações de fiscalização e promoção do desenvolvimento sustentável para toda a região", tuitou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

2019 foi um ano difícil para a Floresta Amazônica (Foto: WWF-Brasil)
2019 foi um ano difícil para a Floresta Amazônica (Foto: WWF-Brasil)

A ideia do Governo Federal é transferir parte dos funcionários do ministério para Manaus, além da contratação de pessoal local. Ainda não há um prazo para abertura dessa secretaria na capital do Amazonas.

Em nota, o ministério informou que a criação da Secretaria da Amazônia "é um esforço para materializar a presença" do ministério na região. "A ideia é implementar uma representação permanente em Manaus, no coração da Amazônia, com foco nos principais temas da pasta, como a agenda de qualidade urbana, e também o Plano Nacional de Combate ao Desmatamento Ilegal, que tem cinco eixos de atuação: regularização fundiária, zoneamento econômico-ecológico, pagamento por serviços ambientais, bioeconomia e controle e fiscalização".

A pasta também destacou a necessidade de reconhecer a floresta como uma atividade econômica, que precisa gerar desenvolvimento sustentável e inclusão. "Entendemos que, para haver preservação, é necessário que haja reconhecimento da floresta como uma atividade econômica que gere desenvolvimento sustentável e inclusão da população. Afinal, estamos falando de 20 milhões de habitantes que vivem na região mais rica em biodiversidade, mas com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país", acrescentou.


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