Armadilhas fotográficas registram espécies inéditas em áreas de proteção

Monitoramento é feito em região da Mata Atlântica no Sul da Bahia
Da Redação* / Ecológico - redacao@revistaecologico.com.br
Biodiversidade
Publicado em: 02/04/2019

Câmeras de vigilância não estão presentes apenas em áreas urbanas, já há algum tempo são usadas também em florestas para monitorar a presença e atividade dos animais. Nem em áreas mais afastadas, os bichos estão a salvo da bisbilhotice humana. E há um bom motivo para isso, é que, com elas, é possível monitorar as espécies sem a necessidade de armadilhas que possam colocar a vida delas em risco.

No Parque Nacional do Pau Brasil e na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, 82 dessas “armadilhas fotográficas” foram instaladas para viabilizar um estudo da fauna local. O projeto é desenvolvido pelo ICMBio, em parceria com a RPPN e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap).

Foto: Divulgação / ICMBio
Foto: Divulgação / ICMBio

De acordo com os dados divulgados pelo ICMBio, o resultado do levantamento é animador. Mesmo não tendo sido flagrada a onça-pitada (Panthera onca) na reserva, como esperado inicialmente, foram registradas 27 espécies de animais, sendo cinco inéditas nessa área de proteção.

O destaque ficou com os registros da irara (Eira Barbara), do gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus), da mão-pelada (Procyon cancrivorus), do tapiti (Sylvilagus brasilienses), do ouriço-caixeiro (Coendou cf. insidiosus) e do jupará (Potos flavus). Todas essas espécies ainda não haviam sido registradas, nem por avistamento, na região monitorada.

Biodiversidade

Outra surpresa positiva apontada pelo Cenap foi o registro da presença do gato-do-mato-pequeno – a espécie está no Livro Vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção, na categoria vulnerável. Ao lado do flagrante das demais espécies, a avaliação é que o remanescente florestal ainda guarda uma boa diversidade de mamíferos.

O levantamento, explica a gestora da Estação Veracel, a bióloga Virgínia Camargos, é apenas o primeiro de uma série de campanhas previstas para monitorar a ocorrência da onça-pintada, que foi fotografa em 2017. “Há mais de 20 anos não havia registro da onça pintada na região da Mata Atlântica no Sul da Bahia. O objetivo dos pesquisadores é o monitoramento e conservação da espécie, garantindo assim a manutenção de um ambiente propício a um animal do topo da cadeia alimentar.”

Fotografada pelas câmeras pela última vez em 2017 - Foto: Divulgação / ICMBio
Fotografada pelas câmeras pela última vez em 2017 - Foto: Divulgação / ICMBio

* Com ICMBio


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