Artista plástica cria robôs com material reciclável

Iniciativa visa combater descarte inadequado de resíduos sólidos e inspirar as pessoas a analisarem o lixo que produzem
Reciclagem
Publicado em: 15/01/2019

A artista plástica Mônica Turato encontrou um jeito diferente de ajudar o planeta, transformando restos de material reciclável em peças únicas e carismáticas. O resultado da preocupação com a despoluição do planeta deu vida ao projeto “Robôs Adoráveis”, cuja exposição pode ser visitada em Balneário Camboriú (SC), na Casa Linhares até fevereiro.

Mônica diz que a ideia de recolher o material descartado na construção civil surgiu há três anos, quando se mudou de São Paulo para Itapema (SC). “Percebi que muitas peças não aproveitadas nas obras acabavam indo para o lixo. Então, passei a guardar tudo que via pela frente: separador de ferro, pedaço de madeira de telhado, serra, pregos, mangueiras de água, entre outros”, explica.

Com todo o material recolhido e armazenado em um contêiner, a artista só precisou usar sua criatividade e a habilidade das mãos para criar o primeiro dos muitos “Robôs Adoráveis” que já estão concluídos e integram a mostra. “Logo na primeira postagem nas redes sociais as pessoas ‘enlouqueceram’, passaram a mandar mensagens e fui fazendo um atrás do outro. Alguns ganharam até nome”, brinca Mônica.

Os personagens que batizam as miniaturas são inspirados nas lendas e também na vida real, como pirata, Pinóquio, médico e cozinheira. “O médico, por exemplo, é uma homenagem a um profissional muito elogiado por uma paciente que é minha amiga. O Pinóquio foi algo de percepção. Coloquei uma ponteira que parecia um nariz longo e pronto”, resume.

Mônica explica ainda que o ponto forte do projeto é o combate à poluição. Materiais resistentes como metal e plástico, que chegam a demorar mais de meio milhão de anos para se decompor na natureza, ganham um novo destino com menores consequências ao meio ambiente. “Procuro usar muito plástico, porque há estudos que indicam até 2050 o mar terá mais plástico do que peixe. É revoltante. Quanto mais plástico uso, mais aliviada me sinto”, desabafa.

Conheça mais sobre o projeto!


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