Após pressão, Austrália anuncia gasto bilionário na restauração de áreas afetadas por fogo

Governo informou que verba será liberada ao longo dos próximos dois anos
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Saúde e Meio Ambiente
Publicado em: 06/01/2020

O governo da Austrália informou nesta segunda-feira (6) que destinará 2 bilhões de dólares australianos (cerca de 1,3 bilhão de dólares estadunidenses) para recuperar as áreas afetadas por incêndios no país. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do país oceânico, Scott Morrison.

A verba será distribuída nos próximos dois anos e gerido por uma nova agência dedicada à a reconstrução de casas e infraestruturas danificadas. Os incêndios na Austrália já destruíram, desde setembro de 2019, mais de 5,5 milhões de hectares, o equivalente a um país como a Dinamarca, e provocaram a morte de 24 pessoas. O dano ambiental, envolvendo flora e fauna, ainda não foi estimado.

Austrália sofre com fogo desde setembro de 2019 (Foto: NSW Rural Fire Service)
Austrália sofre com fogo desde setembro de 2019 (Foto: NSW Rural Fire Service)

"Será feito o que for preciso, custe o que custar", garantiu o primeiro-ministro, após reunião com a Comissão de Segurança Nacional para analisar medidas de combate aos incêndios. Scott Morrison acrescentou que a ajuda provém do Orçamento do Estado e é independente de outros auxílios já aprovados. Ele também destacou que se trata de um "acordo inicial" que poderá subir, se necessário, caso os danos aumentem.

"Vamos nos concentrar nos custos humanos e nos de reconstrução da vida das pessoas para garantir o melhor possível, o mais rápido possível", acrescentou.

A medida é adotada depois da decisão de convocar 3 mil militares da reserva para reforçar o combate aos incêndios e após a disponibilização de cerca de 12,5 milhões de euros para alugar quatro hidroaviões e outros meios aéreos que o primeiro-ministro anunciou no sábado, ao final de um dos piores dias da onda de incêndios.

O anúncio de Morrison, no entanto, ocorre após semanas de críticas pela falta de resposta aos incêndios, que se intensificaram no mês passado quando o primeiro-ministro decidiu ir de férias para o Havaí, no meio da crise.


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