Barragem da Pampulha está segura, afirma Sudecap

Técnicos da Prefeitura de BH fizeram inspeção na estrutura e atividades de manutenção são realizadas periodicamente
Da Redação / redacao@revistaecologico.com.br
Política Ambiental
Publicado em: 27/05/2019

“Nosso papel aqui é conversar com os técnicos da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) para saber sobre as inspeções e manutenções realizadas na barragem da Pampulha e tranquilizar a população, confirmando que o local está em segurança.” Foi o que afirmou a vereadora Nely Aquino (PRTB), presidente da Câmara Municipal de BH (CMBH), em visita técnica realizada ao local na última sexta-feira (24/05).

Acompanhada de membros da Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana da CMBH, Nely afirmou que a Câmara está alerta em relação ao tema e criou uma CPI para acompanhar a situação das águas, após o rompimento da barragem de rejeitos da Vale em Brumadinho. A visita foi realizada para atender a uma solicitação de moradores da Pampulha e de seu entorno ao Vertedouro da Lagoa. O objetivo é apurar as condições da estrutura da barragem e conhecer as ações realizadas pela PBH para garantir a segurança efetiva da represa.

Lagoa da Pampulha. Foto: Bernardo Dias/CMBH
Lagoa da Pampulha. Foto: Bernardo Dias/CMBH

A construção da Barragem da Pampulha foi iniciada em 1936 e durou dois anos. O único rompimento registrado foi em 1954. À época, a barragem tinha 18 milhões de metros cúbicos.

Segundo informou o superintendente da Sudecap, Henrique Sousa, estão em andamento vários contratos relacionados à manutenção do Complexo da Lagoa da Pampulha. Entre eles, o de desassoreamento, tratamento da água, iluminação da orla e monitoramento ambiental, assim como o de recuperação da estrutura do vertedouro da barragem.

“É nossa obrigação realizar o monitoramento permanente da barragem e manter atualizados os planos de segurança e de ação emergencial. A Prefeitura gasta em torno de R$ 4 milhões por mês com toda a Lagoa da Pampulha”, ressaltou o superintendente. Ele destacou que o principal problema do Complexo não é sua parte estrutural, mas o esgoto que ainda chega à lagoa pelo município de Contagem.

O superintendente ainda anunciou que está em processo de licitação a recuperação de parte da pista de caminhada da orla e que, ainda este ano, a Sudecap deve voltar a operar a fonte da Lagoa da Pampulha, que parou de funcionar porque teve sua fiação roubada.


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