Estudo mostra que Brasil pode gerar 672 mil empregos com energia solar até 2035

Levantamento foi realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica - ABSOLAR
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Sustentabilidade
Publicado em: 28/06/2019

Um estudo divulgado na última terça-feira (25) revelou que o Brasil pode ter um incremento de mais de 672 mil novos empregos nos segmentos de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica até 2035. O levantamento foi realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica - ABSOLAR.

Placas solares instaladas no Brasil (Foto: Divulgação/Terra & Sol Soluções em Energia Sustentável)
Placas solares instaladas no Brasil (Foto: Divulgação/Terra & Sol Soluções em Energia Sustentável)

Entretanto, para que a expectativa não se transforme em frustração, os pesquisadores salientaram que as regras vigentes para a geração distribuída devem ser mantidas, conforme a Resolução Normativa nº 482, da Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel. Esse despacho dá permissão para consumidores gerarem e consumirem a própria eletricidade a partir de fontes renováveis.

Ronaldo Koloszuk, presidente do conselho de administração da ABSOLAR, considera que a geração distribuída solar fotovoltaica pode ajudar diretamente no desenvolvimento do Brasil.

“Em um país com cerca de 13 milhões de desempregados, segundo os levantamentos oficiais, a energia solar fotovoltaica é um investimento estratégico para a geração de emprego e renda, inclusive em regiões remotas do Brasil”, comentou, ao site da associação.

CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia explicou a proporção entre a instalação da energia solar e a geração de emprego. Para cada megawatt solar fotovoltaico instalado por ano, são gerados de 25 a 30 novos postos de trabalho, segundo estatísticas internacionais do setor. “De acordo com os dados publicados pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), as energias renováveis foram responsáveis por mais de 11 milhões de empregos no mundo em 2018. A fonte solar fotovoltaica liderou a geração de empregos, criando 3,6 milhões de postos de trabalho, ou seja, um terço de todos os empregos renováveis do planeta”.

O Brasil busca melhorar os números da energia solar no território. Segundo a associação, apenas 1,2% da matriz energética do país se dá pela solar fotovoltaica (a hídrica lidera, com 60,9%). Minas Gerais é o estado com maior potencial instalado, com 19,5%.


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