Colapso de barragem da Vale trava crescimento da indústria em Minas, aponta Fiemg

Projeção sinaliza inversão na curva do PIB mineiro
Da Redação / Ecológico - redacao@revistaecologico.com.br
Economia
Publicado em: 04/04/2019

Os reflexos da tragédia provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério da Vale em Brumadinho, no dia 25 de janeiro deste ano, já aparecem nos resultados econômicos das empresas e podem se estender ao longo dos anos na economia de Minas Gerais.

Nessa quarta-feira (03), a Fiemg, entidade que defende os interesses do setor industrial, divulgou a primeira pesquisa de indicadores industriais após o colapso da estrutura na mina Córrego do Feijão.

A consequência econômica mais aguda sentida em fevereiro deste ano, de acordo com o estudo, é a queda de 64% no faturamento real do setor extrativo mineral. No índice geral, englobando os resultados de outros setores industriais, a redução foi de 0,3% no mesmo período.

O emprego foi o único índice que não mostrou queda em fevereiro, segundo a pesquisa de indicadores. Entretanto, diz a Fiemg, a sequência de pequenas variações mensais ao longo dos últimos dois anos reflete a dificuldade para a retomada mais robusta das contratações.

Foto: DarkWorkX/Pixabay
Foto: DarkWorkX/Pixabay

Efeito sistêmico

A avaliação da gerência de estudos econômicos da Fiemg é que a queda na oferta de commodities minerais pode comprometer a produção de importantes setores industriais. Esse impacto será sentido, de maneira mais direta, na cadeia de fornecedores da indústria extrativa. Os reflexos, porém, são sistêmicos. De forma que o ritmo de crescimento industrial no estado, diz a pesquisa, “está diretamente ligado à duração e à abrangência da paralisação vigente”.

A Fiemg apresentou projeções econômicas a partir da descontinuidade parcial das atividades de extração minerária em Minas Gerais. Considerando a queda da indústria extrativa e o movimento semelhante nos demais setores industriais, a previsão do crescimento do PIB mineiro, que em dezembro estava em alta de 3,3%, foi revisado para um tombo de 4%.


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