Cordilheira submarina no Brasil revela descoberta de espécies e ecossistemas

Imagens feitas durante expedição mostra a importância do ambiente marinho para estudo dos processos de evolução e origem da vida aquática
Bruno Frade - bruno@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 16/09/2019

Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), da Universidade Vila Velha (UVV) e da California Academy of Sciences identificaram novas espécies e ambientes marinhos durante as navegações na Cadeia Vitória-Trindade. A cordilheira submarina localizada no Espírito Santo, liga a costa do Brasil às ilhas de Trindade e Martin Vaz, é um dos importantes ambientes marinhos para estudo sobre os processos de evolução e origem da vida nos oceanos.

Organizada pela Associação Ambiental Voz da Natureza, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a última expedição, realizada durante 14 dias em 2018, registrou espécies como os budiões endêmicos Sparisoma rocha e Halichoeres rubrovirens, que não são encontrados em nenhum outro lugar do planeta além da Cadeia Vitória-Trindade. Imagens inéditas revelam a riqueza de espécies, cores e ecossistemas marinhos que existem na região.

"Expedições como essa nos permitem conhecer e estudar lugares intangíveis, descobrir novas espécies e até mesmo novos ambientes. As descobertas chamam a atenção para a singularidade desses ecossistemas remotos, que necessitam de cuidados especiais a fim de garantir um desenvolvimento sustentável na região", afirma Hudson Pinheiro, coordenador do projeto e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. A próxima expedição, desta vez para o arquipélago de Fernando de Noronha, está marcada para 15 a 31 de outubro de 2019.

Sparisoma rocha. Foto:Hudson Pinheiro
Sparisoma rocha. Foto:Hudson Pinheiro

As informações coletadas vão contribuir para a proteção de áreas naturais que abrigam importante diversidade de flora e fauna. O projeto e os diversos estudos ajudam diretamente para a criação e o ordenamento de Unidades de Conservação Marinhas que protegem o monte submarino Columbia, o arquipélago de Martin Vaz e parte da Ilha da Trindade.

Segundo o coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Robson Capretz, as pesquisas e o desenvolvimento de estratégias de conservação para áreas marinhas são de extrema importância para manter os ecossistemas em equilíbrio. “Esses ambientes abrigam muitas espécies de algas, esponjas, invertebrados e corais. Todos são importantes para haver um equilíbrio ecossistêmico”, afirma.

Confira o vídeo!


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