CPI convoca secretário de Meio Ambiente

Germano Vieira será ouvido em reunião na próxima segunda (27/05), na ALMG
Da Redação* - redacao@souecologico.com.br
Rompimento de Barragem
Publicado em: 24/05/2019

Único secretário de Estado da administração anterior a ser mantido no cargo por Romeu Zema, atual governador, Germano Vieira está entre os servidores da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) convocados para prestar depoimento na próxima reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho. A reunião será realizada na próxima segunda-feira (27/05), no Plenarinho IV, às 14h30.

Além do secretário, serão ouvidos pela CPI da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) Rodrigo Ribas, superintendente de Projetos Prioritários, e Anderson Silva de Aguilar, secretário-adjunto. Os membros da CPI querem novas explicações dos agentes do Estado que atuaram no licenciamento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da Vale, que se rompeu em 25 de janeiro último e deixou mais de 240 mortos em Brumadinho.

Foto: Sarah Torres - ALMG
Foto: Sarah Torres - ALMG

A modalidade de participação do secretário e dos outros representantes da Secretaria de Meio Ambiente gerou divergências entre os membros da Comissão na reunião anterior. A maioria dos deputados defendeu a convocação dos agentes do Estado, que torna obrigatória sua presença, e que acabou prevalecendo. O presidente da comissão, deputado Gustavo Valadares (PSDB), defendia que os participantes fossem convidados.

Não é a primeira vez que representantes da Secretaria de Meio Ambiente são chamados à CPI. Em reunião anterior, eles defenderam a atuação da pasta diante dos procedimentos de licenciamento da barragem da Vale. Na ocasião, os deputados acusaram os convidados de agir em nome da empresa e de acobertar falhas que levaram à morte de centenas de pessoas.

Em depoimento prestado no dia 16 deste mês à CPI, funcionários da Gerência de Geotecnia da Vale, departamento responsável por monitorar as estruturas das minas, afirmaram que não identificaram sinais claros da instabilidade da barragem nos meses anteriores. Disseram, também, que não eram responsáveis por atestar a estabilidade das estruturas, mas sim “monitorá-las e realizar interferências recomendadas por outros setores”.

* Com informações da ALMG


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