CPI da ALMG avança na apuração de vazamento em barragem da Vale

Fato ocorreu em 2018. Objetivo da reunião é esclarecer dúvidas sobre as causas do rompimento da estrutura
Da Redação / redacao@revistaecologico.com.br
Mineração
Publicado em: 17/07/2019

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), irá ouvir mais cinco funcionários da Vale amanhã (18/07). O objetivo das oitivas é esclarecer dúvidas sobre as causas do rompimento da Barragem B1, da Mina de Córrego do Feijão, em 25 de janeiro deste ano. A tragédia deixou 270 mortos e desaparecidos e a lama de rejeitos de minério contaminou importantes fontes de abastecimento de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como o Rio Paraopeba.

Especificamente nesta reunião, que será realizada a partir das 9h30 no Plenarinho IV, serão ouvidos colaboradores da mineradora que trabalharam para conter um vazamento ocorrido na barragem sete meses antes do rompimento.

Marco Aurélio Amorim, Renato Pinto de Figueiredo, Vagner Zacarias, Rodrigo da Silva Moreira e Sidmar Moreira foram citados pelo também funcionário da Vale, Fernando Henrique Barbosa Coelho, durante seu depoimento no dia 08 deste mês, quando relatou o vazamento. Fernando perdeu o pai, que também trabalhava na empresa, na tragédia. Segundo ele, Olavo Coelho foi chamado às pressas de madrugada, ano passado, para corrigir problemas na barragem, pois havia começado a “brotar lama na grama da estrutura, no talude”.

Em depoimento prestado nesta segunda-feira (15/07), Antônio França Filho, funcionário da Reframax, empresa terceirizada da Vale, contou aos parlamentares que trabalhou na tentativa de “solucionar um vazamento ocorrido em junho do ano passado”. Durante quatro dias, ele ajudou a retirar os rejeitos drenados da barragem. A Reframax Engenharia foi acionada pela mineradora para atuar no vazamento de água e lama, ocorrido após um fraturamento hidráulico que seria decorrente da instalação do 15º dreno no local.

Segundo os parlamentares da CPI, uma das finalidades da reunião de quinta-feira é que os cinco funcionários da Vale, que irão depor na condição de testemunhas, possam dar mais detalhes sobre os problemas detectados na estrutura antes do rompimento.

(*) Com informações da ALMG.


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