CPI das Barragens irá fazer nova visita à Mina Granja do Corumi

No início do mês, parlamentares foram barrados pela mineradora Empabra para fazer averiguações na área
Da Redação / redacao@revistaecologico.com.br
Política Ambiental
Publicado em: 18/06/2019

Operada pela Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra), a Mina Granja Corumi será vistoriada in loco no próximo dia 26 pela Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana da Câmara Municipal de BH. O reagendamento da visita técnica foi solicitada pelo vereador Gilson Reis (PCdoB) após a mineradora ter barrado a entrada de parlamentares na mina no início do mês. Segundo a Empabra, a empresa não havia sido avisada da visita.

“A Comissão vai averiguar a situação do taludamento da mina (inclinação do terreno nas bordas da escavação, com a função de garantir a estabilidade do solo), a recomposição da vegetação no local e as condições gerais de preservação da Serra do Curral e do Pico Belo Horizonte, que integram o patrimônio histórico e ambiental da cidade”, informou Gilson. O parlamentar presidiu, em 2018, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Mineração) que investigou e apurou irregularidades na Mina Granja Corumi, tendo emitido recomendações a órgãos públicos e entidades não governamentais relativas à fiscalização e ao cumprimento das determinações legais.

Os secretários estadual e municipal de Meio Ambiente, representantes dos institutos estadual e nacional de Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA e IPHAN), do Movimento Parque Já e diferentes lideranças comunitárias foram convidados para a visita. O encontro dos participantes será na Rua Nossa Senhora da Penha, sem número, no Bairro Jardim Taquaril.

Fique por dentro

A extração de minério na Mina Granja Corumi está embargada desde o ano passado, mas a empresa tem autorização para retirar o material que já foi lavrado, ou seja, o minério que já está solto. O advogado da mineradora, Bruno Bezerra, garantiu que a empresa atualmente só desenvolve atividade de mineração autorizada, numa área de 12 hectares, e que, em 60 hectares são realizadas atividades de recuperação, desde 2012. Seriam projetos de revegetação, recomposição vegetal e do solo, além da preservação de águas. A Empabra tem obrigação legal de realizar obras para conter a degradação ambiental na região. A área havia sido visitada pela CPI da Mineração, em agosto de 2018, quando foi constatada exploração irregular de minério.


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