Cresce a participação dos catadores e de municípios brasileiros

Pesquisa mostra reflexos do amadurecimento do setor de reciclagem e do investimento em programas de coleta seletiva
Reciclagem
Publicado em: 07/12/2018

O Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE) acaba de lançar a versão da Pesquisa Ciclosoft 2018, levantamento sobre os avanços da coleta seletiva em cidades brasileiras, indispensável para o desenvolvimento do setor de reciclagem no país.

Desenvolvido a cada dois anos, nesta edição o estudo aponta um crescimento de 6%, em relação a 2016 na participação das cooperativas de catadores, apoiados com maquinários, galpões de triagem, ajuda de custo com o pagamento de água e de energia elétrica, veículos, capacitações e investimento em divulgação, bem como educação ambiental.

Para Victor Bicca, presidente do CEMPRE, esse avanço representa um amadurecimento em relação aos agentes mais envolvidos no processo de reciclagem. "Além de todo o esforço do trabalho dos catadores, é visível uma evolução nos investimentos do setor privado e no apoio do setor público nas ações de coleta seletiva", explica.

A pesquisa que consiste no levantamento de dados por meio do envio de questionário e visitas técnicas às prefeituras, tem como objetivo demonstrar quais municípios contam com programas estruturados de coleta seletiva.

Dessa forma, também foi possível apontar um aumento de 16% no número de municípios brasileiros que têm esses programas. Atualmente, o país conta com 1.227 cidades (cerca de 22% do total), e em 2016 esse número era equivalente a 1.055.

No Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas têm acesso a programas municipais de coleta seletiva. A partir de uma divisão regional, foi possível constar que a concentração dos programas permanece nas regiões Sudeste e Sul do país. Do total de municípios brasileiros que realizam esse serviço, 87% estão situados nessas regiões. Sendo assim, 45% no Sudeste, seguidos de 42% no Sul, 8% no Nordeste, 4% no Centro-Oeste e apenas 1% no Norte do país.

O estudo também revelou que os programas de maior êxito são aqueles em que há uma combinação dos modelos de coleta seletiva. A maior parte dos municípios faz a coleta de porta a porta (80%), outros por meio de pontos de coleta voluntária (45%) e por cooperativas (61%). Os municípios cuja coleta seletiva é feita pela própria Prefeitura representam 39% do total, enquanto 36% contratam serviços de empresas particulares.

Já com relação aos materiais recicláveis, em peso, as aparas de papel/papelão continuam sendo os tipos mais coletados por sistemas municipais, seguidos dos plásticos em geral, vidros, metais e embalagens longa vida.


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