Decretos demarcam rastro de desastres ambientais no país

Levantamento aponta Minas Gerais entre os estados mais afetados
Da Redação / Ecológico - redacao@revistaecologico.com.br
Meio Ambiente
Publicado em: 19/10/2018

Estudo realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com dados colhidos a partir de 2003, revela aumento persistente no registro de desastres naturais no país. Os prejuízos provocados por excesso de chuvas e longos períodos de estiagem fundamentaram, até o último mês de julho, 31.744 ocorrências – média de duas mil por ano. A análise foi feita com números da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC), órgão do Ministério da Integração Nacional, que analisa a situação dos municípios e reconhece os decretos de situação de emergência e estado de calamidade pública.

Em entrevista à Rádio Câmara, na última quarta-feira (17/10), o presidente da CNM, Glademir Arold, destacou que os desastres atingem 25% da população brasileira e que há “municípios que vivem, permanentemente, em Situação de Emergência por conta, na grande maioria das vezes, da seca”. Pela falta prolongada de chuva, a SEDEC reconheceu 22.714 decretos. E pelo excesso dela, quando houve enchente, deslizamento de terra e outras ocorrências danosas, foram 9.030 registros.


Do tamanho do Brasil

No último ano, a distribuição dos registros da Defesa Civil no território nacional revela maior incidência de prejuízos provocados pela seca em municípios do Nordeste e pela chuva na região Sul. Mas a questão é nacional. De acordo com o estudo da CNM, todos os anos ocorre uma repetição de desastres naturais, mas com a crescente urbanização em áreas inadequadas, consideradas de risco, os danos humanos e os prejuízos econômicos se agravam.

Entre os estados que mais tiveram desastres naturais no período analisado no levantamento, Minas Gerais (3.120) está em quarto lugar, atrás da Paraíba (3.875), do Rio Grande do Sul (3.547) e do Ceará (3.159). Para o presidente da CNM, a questão piora pela falta de recursos em prevenção. “O país não se preparou para isso. Criou um fundo, mas ele não tem o recurso necessário para fazer frente a esses desastres”. E complementou: “tem estudo da ONU que diz o seguinte: para cada dólar aplicado em prevenção, você acaba economizando sete dólares”.

Saiba mais:

Calamidade pública ou situação de emergência?

O poder público decreta situação de emergência ou estado de calamidade pública após desastres, que podem ser causados por eventos negativos oriundos de fenômenos naturais, capazes de causar danos à comunidade afetada. O enquadramento como situação de emergência se dá em relação ao estado de calamidade pública se os prejuízos são menos graves e podem ser sanados mais facilmente.

Confira aqui os decretos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


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