Desmatamento cresce na Amazônia Legal, diz instituto de pesquisa

Degradação é maior em área privada, mas também atinge unidades de conservação
Da Redação / Ecológico – redacao@revistaecologico.com.br
Alerta
Publicado em: 08/03/2019

Dados do Boletim do Desmatamento (SAD), do Instituto Imazon, referentes ao mês de janeiro de 2019, revelam um aumento na área de florestas desmatadas na Amazônia Legal. Foram detectados 108 km² de desmatamento.

Segundo o boletim, no primeiro mês de 2019, houve um aumento de 54% em comparação com os dados de janeiro de 2018. O estado do Pará é o primeiro do ranking com áreas mais desmatadas em janeiro, com 37% do total.

Em outros estados das regiões Norte e Centro-Oeste também foram registrados números impressionantes. O Mato Grosso responde por 32% da área desmatada, Roraima por 16%, Rondônia ficou com 8% e os estados do Amazonas e do Acre ficaram com 6% e 1%, respectivamente.

Em janeiro de 2018, não houve detecção de degradação florestal, ou seja, perda de qualidade em biodiversidade. Porém, em 2019, foram detectados 11 km² de florestas nessa condição. Isso ocorreu nos estados do Mato Grosso (55%), Pará (27%), Amazonas (9%) e de Rondônia (9%).

Pesquisadores já alertam que desmatamento da Amazônia está próximo de atingir nível irreversível - Foto: Pixabay/divulgação
Pesquisadores já alertam que desmatamento da Amazônia está próximo de atingir nível irreversível - Foto: Pixabay/divulgação

Proteção frágil

Ainda de acordo com o boletim do Imazon, em janeiro de 2019, a maioria (67%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em assentamentos (21%), Terras Indígenas (7%) e Unidades de Conservação (5%).

A Unidade de Conservação mais desflorestada foi a APA Triunfo do Xingu, com 3 km² de desmatamento. Outras áreas de conservação, como a APA do Tapajós e a Resex Verde para Sempre, também localizadas no Pará, aparecem no ranking. A Terra Indígena Ituna/Itatá, no Pará, e Aripuanã, em Rondônia e Mato Grosso, foram as que apresentaram maiores índices de desmatamento, com 4 km² e 1,5 km², respectivamente.


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