Funcionário diz que Vale sabia da instabilidade em barragem

Em depoimento à CPI da ALMG, ele confirmou que mineradora minimizou risco em Brumadinho
Da redação* / redacao@souecologico.com
Mineração
Publicado em: 02/08/2019

Pelo menos desde junho de 2018 a mineradora Vale tinha conhecimento dos riscos de rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A informações é do técnico em eletroeletrônica Moisés Clemente, funcionário da gerência responsável pela manutenção e segurança da barragem.

Moisés foi ouvido nessa quinta-feira (01/08) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Segundo Moisés, entre os dias 11 e 13 de junho de 2018 houve uma movimentação diferente na região da barragem da mina Córrego do Feijão, resultando em pelo menos 24 horas de trabalho ininterrupto.

O trabalhador informou ainda que chegou a participar de treinamentos e palestras, mas não de simulação de campo com rota de fuga. O rompimento matou duzentas e 48 pessoas, e 22 continuam desaparecidas.

Foto: Clarissa Barçante / ALMG
Foto: Clarissa Barçante / ALMG

Para o relator da CPI, deputado André Quintão (PT), o depoimento de Moisés Clemente “é importantíssimo porque confirma o que a CPI já estava recolhendo em documentos e de outros depoentes”. O parlamentar afirmou durante a reunião que a comissão já tem elementos suficientes para o relatório final. O prazo para a conclusão dos trabalhos é o dia 14 de setembro.

Em nota à imprensa, a Vale informou que as causas do rompimento da barragem estão sendo investigadas e que a empresa tem apresentado todas informações e documentos solicitados pela investigação.

* Com informações da ALMG


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