Greve mundial pelo clima segue e bate recorde na Nova Zelândia

Cerca de 40 mil pessoas protestaram em frente ao parlamento neozelandês
Matheus Muratori - portal@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 27/09/2019

A grande greve mundial pelo clima teve início na última sexta-feira (20) e segue a todo fôlego até hoje. Nesta sexta-feira (27), as manifestações na Nova Zelândia bateram um recorde de presença no país, com 40 mil pessoas protestando em frente ao parlamento neozelandês, na capital Wellington.

O público era majoritariamente jovem, mas também havia ex-combatentes de guerra. Alguns cartazes com os dizeres "Nós faltamos à escola para vos ensinar" e "Negação = Morte" foram erguidos durante o ato.

Em outro momento, havia uma referência direta à ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos. “O que a Greta disse?”, dizia um cartaz. A jovem discursou na Cúpula Climática da Organização das Nações Unidas (ONU), na última segunda-feira (23).

Manifestação bateu recorde na Nova Zelândia (Foto: Divulgação/Fossielvrij NL)
Manifestação bateu recorde na Nova Zelândia (Foto: Divulgação/Fossielvrij NL)

“Pessoas estão sofrendo, morrendo, ecossistemas inteiros estão entrando em colapso, temos extinções em massa. E vocês vêm aqui falar de contos de fada de dinheiro e eterno crescimento econômico. Como ousam?”, disse a sueca, na ONU.

Há uma semana, mais de quatro milhões de pessoas mobilizaram-se em todo o mundo para uma "Sexta-feira pelo futuro", o movimento de greve estudantil lançado há um ano por Greta Thunberg.

Outros países também se mobilizam hoje pelo clima, com múltiplas iniciativas associadas a uma greve geral, às aulas, ao trabalho e ao consumo, numa tentativa de envolver a sociedade na defesa do planeta, incentivada pelos jovens.

Cerca de 170 países organizaram mais de seis mil eventos por meio das redes sociais e iniciativas da sociedade civil.


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