Imazon aponta avanço do desmatamento na Amazônia

Pará concentra as áreas mais ameaçadas
Da Redação / Ecológico - redacao@revistaecologico.com.br
Alerta
Publicado em: 24/04/2019

O Instituto do Homem e Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) divulgou novo relatório trimestral de “Ameaça e Pressão de desmatamento em Áreas Protegidas (APs) na Amazônia”. Os dados indicam que 67% das ocorrências são de ameaça e 33% de pressão. O período analisado foi de novembro de 2018 a janeiro de 2019.

Os indicadores de Ameaça são relativos ao risco iminente de desmatamento no interior de uma Área Protegida. Em contrapartida, os indicadores de Pressão mostram que já existe uma devastação, que pode levar a perdas de serviços ambientais e até mesmo a redução dos limites da extensão.

Reprodução / Imazon
Reprodução / Imazon

As APs mais ameaçadas em 2018 foram a Flona do Tapajós e a TI Cachoeira Seca do Iriri, ambas no Pará. Metade das Terras Indígenas está listada entre as 10 mais ameaçadas na Amazônia. “A Resex Chico Mendes (AC) e a TI Cachoeira Seca do Iriri (PA) foram as APs mais pressionadas”, indica o relatório.

As Unidades de Conservação Federais que lideram os rankings tanto de Ameaça quanto de Pressão foram a Flona do Tapajós (PA) e Resex Chico Mendes (AC), sendo que esta última não sofria nenhuma das duas ocorrências no período anterior.

Foto: Vinícius Mendonça / Ibama
Foto: Vinícius Mendonça / Ibama

Segundo o Imazon, os dados apontam um aumento de 165% nas áreas atingidas pelo desmatamento, em relação ao mesmo período do último ano, que compreende os meses de novembro de 2017 a janeiro de 2018.


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