Indenizações em Brumadinho e Mariana são alvo de CPI

Reuniões na ALMG vão analisar acordos para reparar danos provocados no Córrego do Feijão e na barragem de Fundão
Da redação* - redacao@souecologico.com
Mineração
Publicado em: 06/08/2019

A CPI da Barragem de Brumadinho da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai realizar duas audiências com convidados, para esclarecer encaminhamentos feitos pela mineradora Vale para indenizar ou apoiar familiares de vítimas da tragédia que matou 248 pessoas em 25 de janeiro. Outras 22 continuam desaparecidas. As reuniões serão nesta quarta-feira (07/08) e quinta-feira (08/08), a partir das 9h30.

A finalidade da primeira audiência é colher informações sobre reparação trabalhista proposta pela mineradora Vale às vítimas do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em meados de julho, a empresa fechou acordo com os familiares, intermediado pelo Ministério Público do Trabalho.

Ficou definido que cônjuges ou companheiros, filhos e pais dos mortos receberão, individualmente, R$ 700 mil de indenização. Os dependentes terão direito de pensão no valor dos salários e todos os benefícios da vítima até a data em que ela completaria 75 anos. Irmãos dos trabalhadores sucumbidos pela lama receberão indenização de R$ 150 mil.

A CPI convocou para esta audiência o defensor público Antônio Lopes de Carvalho Filho, coordenador do Núcleo de Vulneráveis em Situação de Crise (DPMG), e o líder do Comitê de Resposta Imediata da Vale S.A., Marcelo Klein.

Também foram convidados o coordenador do Grupo Especial de Atuação Finalística da Procuradoria Regional do Trabalho em Minas Gerais, Emediato de Souza; o promotor André Sperling Prado, coordenador de Inclusão e Mobilização Social (Cimos); o integrante da coordenação estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens, Thiago Alves da Silva. Também são esperados membros do Grupo Especial de Atuação Finalística (GEAF), do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Deputados querem saber de encaminhamentos em Mariana

Na quinta-feira, deverá ser ouvido, como testemunha, o presidente da Fundação Renova, Roberto Waack, para prestar depoimento à comissão sobre as atividades da instituição. A Fundação Renova é a entidade responsável pela mobilização para a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão da Samarco/Vale, ocorrido em novembro de 2015, em Mariana (MG), provocando a morte de 19 pessoas.

* Com informações da ALMG.


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