Iniciativas de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília são finalistas na categoria Cidades Sustentáveis

Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social será entregue em outubro e vai distribuir R$ 700 mil para os vencedores
Bruno Frade - bruno@souecologico.com
Sustentabilidade
Publicado em: 27/08/2019

Três cidades brasileiras estão concorrendo como finalistas na categoria Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social. A instituição identifica e premia metodologias há 18 anos, além de disponibilizar um banco de dados on-line onde reúne as iniciativas certificadas que podem ser reaplicadas em outras localidades do país.

Neste ano, foram selecionadas 24 finalistas que estão divididas em quatro categorias nacionais, três premiações especiais e uma categoria internacional. Na categoria Cidades Sustentáveis, organizações de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília foram selecionadas por apresentarem soluções voltadas à melhoria da qualidade de vida nas cidades e nos assentamentos periféricos ou com potencial de inovação social, no ponto de vista de desenvolvimento sustentável.

Dentro deste objetivo, as tecnologias sociais Origens Brasil, Arquitetura na Periferia e Auditoria Cívica na Saúde estão na reta final do Prêmio. Cada iniciativa será avaliada pelo seu nível de interação junto à comunidade, transformação social proporcionada, inovação e facilidade na reaplicação.

Para o diretor de desenvolvimento social da Fundação BB, Rogério Biruel "o Prêmio ajuda a difundir iniciativas simples e de baixo custo, mas com grande potencial de transformação".

Conheça os finalistas

Desenvolvido pelo Instituto Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), em São Paulo (SP), o Origens Brasil é um selo de garantia de procedência socioambiental e de conexão comercial. Por trás do projeto, existe um sistema cujo a finalidade é conectar pequenos produtores da Amazônia aos consumidores construindo uma cadeia para o desenvolvimento e distribuição dos produtos. Além disso, incentiva o correto manejo das matérias-primas, contribuindo para a preservação da floresta. "Buscamos oferecer alternativas às atividades predatórias da floresta, como a exploração ilegal da madeira e grilagem de terras, que acabam sendo atrativas, caso a floresta esteja defasada", explica Helga de Oliveira Yamaki, coordenadora de projetos do Imaflora, idealizadora da iniciativa.

Arquitetura na Periferia é uma metodologia elaborada pelo Instituto de Assessoria à Mulheres e Inovação (Iamí), em Belo Horizonte (MG) e capacita mulheres de comunidades a tomarem frente de suas próprias reformas e melhorias domésticas. Elas recebem noções de instalações elétricas, manejo de materiais de construção, técnicas de planejamento, finanças pessoais e construção civil. Ainda, recebem microfinanciamento para conduzir suas obras com autonomia e sem desperdícios. "Existem alguns dados que demostram que a mulher, quando recebe um benefício, se torna uma multiplicadora. Então ela repassa o conhecimento que recebe entre os familiares e amigos", afirma Carina Guedes, arquiteta coordenadora da iniciativa. "

Elaborado pelo Instituto de Fiscalização e Controle, em Brasília (DF), a Auditoria Cívica na Saúde é uma tecnologia social que capacita o cidadão para fiscalizar o sistema de saúde de sua localidade. A ideia é que os moradores acompanhem o funcionamento dos postos de saúde locais, elaborando relatórios que serão encaminhados para as autoridades competentes, como Secretaria de Saúde e Ministério Público. Para o diretor de projetos do instituto, Olavo Pontes Santana "a iniciativa coloca o cidadão que depende do serviço público de saúde como parte da solução, no momento em que ele gera dados para o governo", explica.

Confira aqui as outras categorias finalistas!


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