Já ouviu falar da irara ou papa-mel?

Pertencente à família Mustelidae (mustelídeo), de mamíferos carnívoros, a espécie tem distribuição geográfica bem ampla
Fauna
Publicado em: 19/03/2019

Com nome científico Eira barbara, a Irara se mostrou em frente às câmeras das armadilhas fotográficas instaladas na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre. As imagens coletadas tornaram possível mais esse vídeo da série Moradores da Floresta sobre como os animais silvestres vivem na Floresta Amazônica.

O nome popular irara vem da junção dos termos tupis i'rá (mel) e (tomar). Já o nome científico da espécie (Eira) tem origem na língua guarani. No Brasil também é chamada de papa-mel, um dos seus alimentos preferidos.

Pertencente à família Mustelidae (mustelídeo), de mamíferos carnívoros como ariranhas e lontras, a espécie tem distribuição geográfica bem ampla, ocorrendo desde o centro do México até o norte da Argentina. É uma espécie tipicamente florestal, abrigando-se em ocos de árvores e troncos, e em tocas feitas por outros animais. No Brasil, a irara ocorre em quase todo o território, habitando principalmente áreas de vegetação mais densa nos biomas Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Caatinga e Pantanal. A espécie já foi registrada em mais de 40 unidades de conservação brasileiras.

O animal possui um corpo esguio e alongado com cauda comprida e peluda. Sua pelagem pode variar desde indivíduos totalmente marrom escuros até totalmente bege amarelados. No entanto, a coloração mais comum é o corpo marrom escuro com nuca e cabeça bege.

A irara alimenta-se de frutas, mel, insetos e também de vertebrados de pequeno e médio porte. Predador ativo, usa o olfato aguçado na busca por alimento e detecção de presas. A agilidade da espécie também é destacada, o que a permite procurar por comida tanto nas copas das árvores como no chão.

Registro da irara (Eira barbara) na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre. Foto: Divulgação
Registro da irara (Eira barbara) na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre. Foto: Divulgação

Elas são ótimas escaladoras, sendo frequentemente vistas em árvores, e também nadam com destreza. O padrão de deslocamento é longo, podendo viajar de 2 a 8 km por dia. É mais ativa durante o dia e predominantemente solitária, mas também é possível avistar pares e mães com filhotes. Geralmente, tem ninhadas de 1 a 3 filhotes, depois de uma gestação que pode durar de 63 a 67 dias. Os indivíduos usam a vocalização, similar a um latido, como meio de comunicação.

As principais ameaças a essa espécie são a perda e a degradação de seus hábitats e o atropelamento em estradas.

Vídeos

Para assistir e compartilhar todos os conteúdos da série, basta acessar aqui a lista de exibição no canal WWF-Brasil no Youtube.

Fonte: WWF


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