Jornalistas lançam obra sobre desastre de Brumadinho

Evento foi realizado na sede do Legislativo mineiro
Da redação - redacao@souecologico.com
Brumadinho
Publicado em: 25/10/2019

O Teatro da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) recebeu, na noite da última quarta-feira (23/10), o lançamento do livro-reportagem Brumadinho: A Engenharia de um Crime. A obra, assinada pelos jornalistas Lucas Ragazzi e Murilo Rocha, com colaboração de delegados da Polícia Federal, afirma que a ruptura da barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, que provocou a maior tragédia socioambiental da história do Brasil, não foi acidente.

O desastre provocou, além dos danos à bacia do rio Paraopeba, a morte de 270 pessoas. “O desastre de Brumadinho deixa um rastro documentado de negligência com a vida humana e com o meio ambiente”, diz Lucas Ragazzi.

Murilo Rocha explica que o livro aprofunda o debate e mostra os bastidores da força-tarefa da Polícia Federal e do mundo da mineração no período entre o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, e a da mina do Córrego do Feijão. “Espero que nosso trabalho ajude a fomentar as discussões a cerca do desenvolvimento sustentável em Minas Gerais”, afirmou.

Obra se baseia em investigação da PF - Foto: Sarah Torres/ALMG
Obra se baseia em investigação da PF - Foto: Sarah Torres/ALMG

CPI na ALMG

O presidente da Assembleia, deputado Agostinho Patrus (PV), marcou presença no lançamento e lamentou a tragédia, que considera uma mancha na história de Minas Gerais e dos mineiros. Em sua fala, lembrou os trabalhos da CPI de Brumadinho, que fez uma série de recomendações ao Ministério Público e a outros órgãos do Estado.

“O nosso trabalho não terminou com as conclusões da CPI. Foi criado um grupo de trabalho no Parlamento que vem acompanhando o andamento dos pedidos de providência e os apontamentos feitos pelos deputados sobre esse triste episódio”, salientou. “Temos que aprender com o que aconteceu. Imagino a dor daqueles que perderam seus parentes, mas se depender da Assembleia, do Ministério Público e a Polícia Federal isso não vai se repetir”, concluiu.

(Com informações da ALMG)


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