Madeireiras pedem, e governo estuda liberar exportação in natura de árvores da Amazônia

Atualmente, esse tipo de atividade é ilegal em território brasileiro
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Política Ambiental
Publicado em: 28/11/2019

Depois de solicitação do setor madeireiro, o governo estuda liberar a exportação in natura de árvores da Amazônia. Atualmente, esse tipo de atividade, sem nenhum tipo de beneficiamento ao meio ambiente e com a comercialização dos troncos logo após serem cortados, é ilegal. As madeireiras enxergam na mudança da legislação ambiental uma forma de incrementar as exportações e saltar de R$ 600 milhões por ano para cerca de R$ 1,2 bilhão por ano.

Hoje, só é liberada a comercialização das chamadas “madeiras exóticas”, como o eucalipto, uma das mais populares do país. Nessa quarta-feira (27), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, comentou que a equipe analisa a situação. “Há uma série de considerações feitas de parte a parte”, iniciou.

Setor madeireiro pressiona para a liberação da exportação in natura (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Setor madeireiro pressiona para a liberação da exportação in natura (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

“De um lado, há os que entendem que isso poderia eventualmente estimular o mercado de desmatamento. Por outro lado, verificamos que [na construção da Usina Hidrelétrica de] em Belo Monte, cerca de 500 hectares [de vegetação] foram suprimidos sem nenhum aproveitamento da madeira, que continua sendo suprimida, por exemplo, na abertura de rodovias e em áreas privadas devido ao impedimento de aproveitá-las”, completou o ministro. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também estuda o caso.

Por fim, Salles disse que “a decisão será tomada de forma equilibrada, em um momento adequado”. O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), já sinalizou positivamente para a ideia. “É melhor você exportar de forma legalizada do que de forma clandestina e continuar saindo do Brasil”, declarou no último sábado (23).


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