Mais de 65% dos peixes do Fiji têm partículas de plástico

Dados são da Universidade do Pacífico Sul, que tem campus espalhados por 12 países da Oceania
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 29/10/2019

Um estudo divulgado pela Universidade do Pacífico Sul, que tem campus espalhados por 12 países da Oceania, e repercutido pelo The Fiji Times nessa segunda-feira (28) volta a atenção global ao problema do plástico. E os dados têm a ver com a vida marinha.

Segundo os números do levantamento, mais de 65% dos peixes que vivem nas águas do Fiji contêm partículas de plástico. As partículas puderam ser notadas tanto externa quanto internamente nos animais.

Plástico tem gerado consequências ruins à vida marinha (Foto: Domínio Público)
Plástico tem gerado consequências ruins à vida marinha (Foto: Domínio Público)

O fato reativa um sinal de alerta que nunca esteve totalmente desligado. Segundo especialistas, a cada ano, a maioria dos oito milhões de toneladas de plástico lançados nos mares e oceanos vai parar no fundo do mar. Cerca de 15% ficam boiando na superfície, e mais 15% ficam presos em algum lugar da costa. Atualmente, não há nem um único quilômetro quadrado de água de mar que esteja livre de partículas de plástico.

Cerca de 600 bilhões de sacolas plásticas são produzidas em todo o mundo a cada ano, e um cidadão europeu usa, em média, 500 por ano. Geralmente, elas são usadas apenas uma vez, o que contrasta fortemente com sua longa vida útil.

Estima-se que no ano 2020 a produção de plástico terá aumentado 900% em relação a 1980. Aproximadamente 700 espécies marinhas, algumas em perigo de extinção, são afetadas pelo lixo plástico que flutua. Estimativas também apontam que, em 2050, o volume de plástico nos oceanos ultrapasse o de peixes.


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