Aproximadamente 18 milhões de brasileiros têm diabetes

Especialista alerta para os principais fatores de risco
Segunda sem Carne
Publicado em: 30/11/2018

A diabetes é uma doença metabólica que ocorre a partir do momento em que o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente para suprir as necessidades do organismo ou quando o hormônio não age de maneira adequada.

Conforme dados do Ministério da Saúde, por meio da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), hoje 8,9% da população brasileira convive com a enfermidade. Considerando que, de acordo com o IBGE, o Brasil tem 208 milhões de habitantes, a doença afeta aproximadamente 18 milhões de brasileiros.

A má notícia é que esse número não para de crescer. Nos últimos 10 anos a taxa subiu 61,8%, colocando o Brasil em 4º lugar no ranking mundial de países com maior incidência da doença. O médico endocrinologista da Docway, Áureo Chaves, explica que a insulina é o hormônio responsável pelo controle de glicose (açúcar) no sangue.

“O corpo precisa da insulina para a utilização da glicose obtida por meio dos alimentos como fonte de energia. “Muitos brasileiros têm a doença e não sabem. Por isso, é importante entender seus fatores de risco e tratamentos. Quando controlada, ela não oferece maiores riscos à saúde”.

Dois tipos

A diabetes mellitus tipo 1, que concentra entre 5% e 10% do total de pessoas afetadas, aparece geralmente na infância ou na adolescência, podendo ser diagnosticada também em adultos.

Já a diabetes mellitus tipo 2 é uma doença que também apresenta algum grau de diminuição na produção de insulina, mas o principal problema é uma resistência do organismo à insulina produzida, fazendo com que as células não consigam captar a glicose circulante no sangue.

Ela ocorre em cerca de 90% dos casos, é o tipo mais comum. A diferença é que ela se manifesta com mais frequência em adultos, mas crianças com problemas de obesidade, sedentárias e com histórico familiar, também podem desenvolver. No entanto, o excesso de peso continua sendo o principal fator de risco para o tipo 2.

Além da obesidade e do sedentarismo, há outros fatores de risco para a diabetes tipo 2: idade acima de 45 anos, histórico familiar, hipertensão arterial, história previa de diabetes gestacional, ovário policístico, tabagismo, dieta rica em gorduras saturadas e carboidratos e pobre em vegetais e frutas.

Após o diagnóstico positivo, é importante controlar o nível de glicose no sangue para evitar complicações. Além dos medicamentos, que ajudam nesse controle, há outras atitudes que podem ser tomadas para uma melhor qualidade de vida e controle da doença. Exercícios físicos regulares ajudam a baixar essas taxas de glicose no sangue, e eles não precisam ser feitos na academia, caminhadas e uso da bicicleta são boas opções.


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