Mobilidade urbana: realidade de BH ganha destaque em evento

Welcome Tomorrow Mobility 2018 divulga estudo para entender os principais desafios de gestão das grandes cidades do Brasil e do mundo
Mobilidade Urbana
Publicado em: 22/10/2018

Entre os dias 29 e 31 de outubro, acontece o principal evento de mobilidade do mundo - a WTM (Welcome Tomorrow Mobility 2018), no WTC, em São Paulo. Em cerca de 12 mil m², mais de 150 iniciativas e especialistas da área discutem o tema. Como prévia, os organizadores do evento, idealizado pelo Instituto Parar, apresentam uma pesquisa realizada com mais de 1.500 pessoas, em parceria com a MindMiners.

O estudo tem como destaque a mobilidade corporativa. E cinco cidades brasileiras - São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba - registram dados de atenção, conforme abaixo:

Empresas

•60% das empresas de Belo Horizonte nunca demonstraram preocupação com o tempo de deslocamento de seus colaboradores;

•Apenas 10% das empresas de BH oferecem crédito mensal em aplicativos de mobilidade (como Uber, Cabify, 99);

•Apenas 20% das empresas de BH oferecem a possibilidade de usar espaços de coworking (compartilhamento de espaço de trabalho);

•81% das empresas de BH não oferecem ao colaborador a opção de home office;

Tempo

•41% dos entrevistados preferem trabalhar mais perto de casa, mesmo ganhando 10% menos;

•52% dos pesquisados disseram abrir mão de benefícios para trabalhar perto de casa;

•44% aceitariam ganhar 20% a menos, desde que pudessem gerenciar seu próprio tempo;

Ainda segundo os entrevistados em BH, se tivessem 1 hora economizada no seu dia, gostariam de:

° Ficar com a família - 26%;

° Ter um momento de lazer - 26%;

° Fazer uma atividade física – 26%;

° Estudar e ir em busca de novos conhecimentos – 19%.

Modal

•60% estão insatisfeitos com o transporte público de BH;

•90% estão insatisfeitos com as ciclovias e 63% abandonariam o carro próprio se tivessem outras opções de transporte para ir e voltar do trabalho;

Compartilhamento

•90% dos belo-Horizontinos quase nunca pegam carona para trabalhar;

•80% quase nunca usam aplicativos de mobilidade o trabalho;

•85% não conhecem o conceito de carsharing (compartilhamento de carros).

Para Flávio Tavares, CMO da GolSat e fundador do Instituto Parar, esses dados são reflexo de uma cultura que não faz mais sentido nos dias atuais. "Tempo é vida. Portanto, tempo desperdiçado é vida desperdiçada. As empresas da nova era já têm essa mentalidade enraizada e vêm lutando para cada vez mais serem acessíveis à população. Esses dados devem mudar em breve, aposto e torço para isso".

Para saber mais, acesse:www.institutoparar.com.br


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