Mulheres de Minas

Oito histórias e exemplos de vida que merecem ser lembrados neste Dia Internacional da Mulher
Redação - redacao@revistaecologico.com.br
Ecologia Humana
Publicado em: 08/03/2019

Foto: Gláucia Rodrigues
Foto: Gláucia Rodrigues

Adélia Prado

A escritora e poeta mineira começou a escrever sonetos aos 14 anos, mas só publicou seu primeiro livro, “Bagagem”, quando tinha 40 e cinco filhos. Fez magistério, formou-se em Filosofia e já estreou pronta, completa. Seu padrinho foi ninguém menos que o poeta maior, Carlos Drummond de Andrade, que endossou sua primeira criação. Nasceu e mora em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, onde continua a tecer a trama da vida e dos livros. Segue firme em sua missão de traduzir o mundo e seu tempo com natural sabedoria.

Foto: Leonardo Nones-SBT
Foto: Leonardo Nones-SBT

Paula Fernandes

Natural de Sete Lagoas, a cantora e compositora de 34 anos despontou no cenário musical sertanejo em 2009, com o lançamento do CD “Pássaro de Fogo”, mas já cantava desde os oito. Seu álbum “Paula Fernandes Ao Vivo”, de 2011, vendeu mais de 1,5 milhão de cópias no Brasil e também recebeu um Disco de Ouro em Portugal. Na sua cidade natal, Paula mantém uma ONG que auxilia pessoas com deficiência por meio da terapia com cavalos. Em 2013, durante uma turnê pelo continente africano, doou 100% da arrecadação dos shows para o desenvolvimento de ações sociais em Angola e Cabo Verde.

Foto: Daniel Bianchini
Foto: Daniel Bianchini

Leila Ferreira

Exímia contadora de histórias, Leila Ferreira é formada em Letras e Jornalismo, com mestradoem Comunicação pela Universidade de Londres. Durante dez anos apresentou o programa Leila Entrevista (Rede Minas de Televisão e TV Alterosa), onde entrevistou mais de 1.600 personalidades. É autora dos best-sellers “A Arte de Ser Leve”, que já vendeu mais de 180 mil unidades, “Mulheres, porque será que elas...” e “Que Ninguém nos Ouça”, este em parceria com Cris Guerra. É considerada pelos colegas de imprensa como uma das mais competentes comunicadoras do Brasil.

Foto: Gláucia Rodrigues
Foto: Gláucia Rodrigues

Maria Dalce Ricas

Em março de 1964, aos 14 anos, durante uma aula de história no Colégio Rui Barbosa, em Lajinha (MG), o promotor Rômulo Picharra Silli defendeu o golpe militar dizendo que o presidente João Goulart tinha rasgado a Constituição. "Fiquei indignada e disse que quem havia rasgado a Constituição tinham sido os militares. Ele ficou colérico, gritou comigo e disse que eu deveria ser eliminada, pois um dia seria uma subversiva no país. Adivinhou!" Vítima da ditadura brasileira (foi presa e torturada), Dalce se tornou a primeira anistiada pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Fundou a Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda) e há quatro décadas se dedica à preservação da natureza de Minas e do Brasil.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Célia Diniz

Professora aposentada de ciências e de química, Célia cresceu no Espiritismo – seus pais trabalharam no centro espírita fundado por Chico Xavier em Pedro Leopoldo. Desde a morte dos filhos Rangel, em 1983, e Mariana, em 2006, ela vem recebendo centenas de pessoas de todo o Brasil e de várias partes do mundo na cidade. Em sua maioria, pais e mães, como ela, que perderam seus entes queridos e estão à procura de consolo e conforto. “Encontrei na Doutrina Espírita tudo que eu precisava para sobreviver feliz e superar as perdas e dificuldades que a vida me apresentou. A minha alegria foi totalmente recuperada”, conta ela, que já teve sua história contada nos cinemas por meio do filme “As Mães de Chico Xavier” (2011) e lançou o livro “Vencendo a dor da morte” em 2017.

Foto: Reprodução Facebook
Foto: Reprodução

Cris Guerra

Ela perdeu o marido, Guilherme, em janeiro de 2007, quando estava grávida de sete meses. E decidiu escrever cartas, que foram publicadas em um blog, para apresentar ao filho o pai que ele não conheceria. As dores e as alegrias de Cris tocaram milhares de pessoas que acessaram o “Para Francisco”. E ela foi além. Em 2008, criou o primeiro blog de looks diários do Brasil, o “Hoje Vou Assim”. Foi cronista da Veja BH por três anos e atualmente escreve nas revistas “Pais&Filhos” e “Vida Simples”. Seu livro “Moda Intuitiva” é figura constante na lista dos mais vendidos. Cris ainda tem um canal no YouTube, colunas em várias rádios do Brasil e faz palestras sobre moda, autoestima, empreendedorismo e maternidade em todo o país.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Cora Coralina

Mulher simples e trabalhadora, ela teve sua humildade e modéstia recompensadas a peso de ouro. Ela nasceu Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas, em 1889, em Goiás. Embora escrevesse desde moça, seu primeiro livro só foi lançado quanto tinha 76 anos. Fiel contadora de histórias, transpôs dos tachos para os livros todo o sabor que apurou em seu ganha-pão de doceira. Com seus versos, Cora põe a mesa: descreve como corria a vida na velha Goiás, revela sua forte ligação com a terra e seu olhar sempre devotado para os excluídos. Viveu como muitas outras Anas e Coras. Casou-se. Teve filhos. Mudou-se para São Paulo e depois de 45 anos regressou a Goiânia. Morreu em 1985.

Foto: Leo Lara
Foto: Leo Lara

Yara Tupynambá

Considerada a “Primeira Dama” da arte mineira, a artista plástica, desenhista e professora nasceu em Montes Claros, norte de Minas. É neta de europeu e bisneta de índia da tribo dos Tupynambá. Aos 17 anos, foi aluna do mestre Guinard, em BH; e, depois, do grande gravurista Goeldi. Foi, ainda, bolsista do Pratt Institute, em Nova York. Sua figuração poética a fez produtora de centenas de quadros e murais arquitetônicos instalados no Brasil e no Mundo. Yara Tupynambá é uma artista que sintetiza o que há de melhor em Minas: a arte, a cultura, a natureza e o jeito mineiro de ser.


Postar comentário