Municípios amazônicos fazem pacto para desenvolvimento sem desmatamento

Documento também define uma união dos municípios na busca de investimentos para implementar a agenda ambiental
Da Redação / Ecológico - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 09/09/2019

Na última sexta-feira (6/9), alguns municípios amazônicos definiram um pacto para construir uma agenda ambiental comum incluindo uma busca conjunta por investimentos em modelos econômicos sustentáveis.

O documento foi assinado por representantes das prefeituras de capitais amazônicas como Belém (PA), Boa Vista (RR), Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Macapá (AP) e Manaus (AM), além de municípios do interior do estado do Amazonas reunidos pela Associação Amazonense de Municípios.

Impactados pelas consequências ambientais do desmatamento e das queimadas, mas também pela demanda econômica por renda para cerca de 20 milhões de habitantes, os municípios da Amazônia buscam alternativas sustentáveis para o desenvolvimento.

O pacto propõe a criação de modelos econômicos que criem tecnologias e produtos a partir da biodiversidade da floresta e instaura um fórum permanente dos municípios amazônicos, a partir do qual se esperar chegar a uma agenda ambiental comum à região.

Reprodução/Climainfo
Reprodução/Climainfo

O documento também define uma união dos municípios na busca de investimentos para implementar a agenda ambiental, incluindo a universalização do saneamento básico e a gestão de resíduos sólidos.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, disse à Folha que os prefeitos querem que “os recursos do Fundo Amazônia cheguem também para os municípios, não só para os [governos] estaduais”.

Segundo relata Giovana Girardi para o Estadão, “Virgílio ganhou destaque recentemente (…) como uma voz de contraponto às declarações sobre como deve se dar o desenvolvimento da região que vem sendo feitas pelo governo federal. Na quinta-feira (5/9), disse ser contra o garimpo, que, segundo ele, é um atraso. ‘Garimpo traz prostituição, assassinato, banditismo’, afirmou.”

Fonte: Climainfo


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