Museus fazem parceria em prol de espécimes e artefatos de acervos recuperados

Museus britânico e brasileiro promovem oficinas para compartilhar conhecimentos sobre a gestão de acervos e digitalização de espécimes, através de projeto financiado pelo British Council
Da Redação / Ecológico - redacao@souecologico.com
Educação Ambiental
Publicado em: 04/09/2019

Um grupo de representantes sêniores do Natural History Museum, incluindo alguns principais cientistas e o diretor do museu, Sir Michael Dixon, visita o Rio de Janeiro esta semana para compartilhar conhecimento especializado com o Museu Nacional do Brasil, que foi devastado por um incêndio no ano passado. O incêndio consumiu um dos mais importantes acervos antropológicos e de história natural do mundo, deixando o Museu agora com o desafio de cuidar dos espécimes e artefatos recuperados.

Após o incêndio, a Embaixada Britânica no Brasil e o British Council contribuíram para o início do processo de reconstrução do Museu Nacional, por meio do estabelecimento de contatos com organizações parceiras britânicas.

Além disso, como parte do Programa de Capacitação em Museu do British Council, que ocorre no triênio 2019-2021, a instituição concedeu ao Museu Nacional uma doação de cerca de R$ 175 mil para apoiar atividades de digitalização do acervo recuperado e promoção de vínculos entre acadêmicos e pesquisadores do Brasil e do Reino Unido.

 Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil

A fim de fortalecer também o Memorando de Entendimento celebrado entre o Natural History Museum e Museu Nacional do Brasil esta semana, o British Council anuncia um novo aporte de R$ 100 mil, que ajudará em demais atividades para a recuperação do Museu Nacional.

Segundo Sir Michael Dixon, diretor do Natural History Museum: "O incêndio no Museu Nacional do Brasil não foi apenas uma tragédia para a comunidade global de museus, mas todos que amam o mundo natural. Estamos fazendo esta declaração de apoio a uma de nossas contrapartes internacionais porque entendemos a necessidade global desses acervos para desenvolver ainda mais nosso conhecimento científico do planeta em que vivemos e para ajudar a humanidade a tomar melhores decisões hoje e no futuro".

O professor Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional comentou: "Estamos muito satisfeitos com esta iniciativa e esperamos uma colaboração duradoura, que inclua os aspectos científicos e a reconstrução do nosso acervo a partir de material original".

O diretor do British Council Brasil, Martin Dowle, acrescentou: "O compromisso do Natural History Museum para colaborar com o Museu Nacional em seu caminho de recuperação após o trágico incêndio em setembro passado é extremamente bem-vindo. Desde o incêndio, o British Council tem estado na vanguarda para angariar apoio ao Museu Nacional de instituições do Reino Unido. Nesta semana, estamos anunciando uma contribuição de aproximadamente R$ 100 mil que ajudará a iniciar a cooperação acadêmica e cultural sob o Memorando de Entendimento de cinco anos e, assim, fortalecer a cooperação entre o Natural History Museum e o Museu Nacional".

Cindy Parker, diretora de Ciência e Inovação da Embaixada Britânica em Brasília, avaliou: "Reino Unido e Brasil abrigam museus maravilhosos que coletam, preservam e exibem elementos de nosso passado, para inspirar gerações presentes e futuras. Nós compartilhamos a dor do Brasil no terrível incêndio no último ano do Museu Nacional. Foi com grande satisfação que a Embaixada Britânica apoiou o museu para salvar partes do acervo após o incêndio. Este novo Memorando de Entendimento entre o Natural History Museum do Reino Unido e o Museu Nacional do Brasil abre novas oportunidades para futuras colaborações e demonstra a importância que atribuímos à parceria científica entre o Reino Unido e o Brasil".

Acompanham o diretor Michael Dixon dois cientistas importantes do Natural History Museum: Clare Valentine, diretora de Acervos, que fala sobre seu trabalho de supervisão da conservação e curadoria do acervo de ciências da vida do Natural History Museum, e Vincent Smith, líder de Pesquisa em Informática, que apresenta o processo de digitalização dos 80 milhões de espécimes do Natural History Museum. Desde a introdução desse processo em 2015, 17 bilhões de registros foram baixados de todo o mundo para uso científico.

Fonte: Trevo Comunicativa


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