No Quênia, drones são utilizados para proteger elefantes

Animal é valorizado por causa do marfim, proveniente das presas
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 02/10/2019

A organização sem fins lucrativos Mara Elephant Project, que protege os elefantes do Quênia da caça e do contrabando de suas presas, aprimorou os trabalhos a fim de proporcionar a esses animais uma maior segurança. A fundação, que atua no país desde 2010, começou a usar drones para monitorar a espécie.

O elefante é um dos animais mais procurados por caçadores no meio da caça clandestina. Uma presa de um espécie adulta pode pesar facilmente mais de 40 quilos, com o marfim proveniente das presas sendo vendido por até 3 mil dólares (cerca de R$ 12472,20) por kg.

Com os drones, os funcionários podem rastrear elefantes, localizar caçadores e evitar possíveis conflitos antes que eles ocorram. Os trabalhadores até conseguiram reunir elefantes com a nova tecnologia, já que o ruído que esses dispositivos produzem é semelhante o suficiente a um enxame de abelhas para estimular movimentos evasivos.

Segundo dados do projeto, sediado em Nairóbi, capital do Quênia, estima-se que mais de 38 mil elefantes são mortos a cada ano para extração e comercialização do marfim. Isso significa que, aproximadamente, um elefante morre a cada 15 minutos.

O Mara Elephant Project já auxiliou na prisão de mais de 300 caçadores furtivos, apreenderam mais de uma tonelada de marfim e ajudaram a reduzir a porcentagem de elefantes mortos ilegalmente, de 83% para 44%, entre 2010 e 2019.


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