ONGs se juntam ao Greenpeace em ‘guerra’ contra Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente

Chefe da pasta insinuou que um navio do Greenpeace poderia ter derramado o óleo no litoral do Nordeste
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Política Ambiental
Publicado em: 25/10/2019

Depois de o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, insinuar nessa quinta-feira (24) que o derramamento do “óleo venezuelano”, com origem ainda não confirmada pelas autoridades, viria de um navio da Organização Não-Governamental (ONG) Greenpeace, outros institutos se solidarizaram na “guerra” contra o chefe da pasta. WWF, SOS Mata Atlântica e Observatório do Clima são alguns deles.

O Observatório do Clima divulgou uma nota de solidariedade ao Greenpeace, “membro da rede vítima de ataques covardes e caluniosos do inimigo do meio ambiente Ricardo Salles, do partido Novo”.

Já o WWF disse que “diante do maior desastre ambiental na costa brasileira, ao invés de agir, mais uma vez, o Governo Federal prioriza criar polêmicas vazias. O ataque ao Greenpeace é irresponsável. O WWF-Brasil se solidariza com o Greenpeace”.

Protestos têm acontecido na entrada do Palácio do Planalto (Foto: Christian Braga/Greenpeace)
Protestos têm acontecido na entrada do Palácio do Planalto (Foto: Christian Braga/Greenpeace)

Por fim, a fundação SOS Mata Atlântica coloca: “O ataque do ministro Ricardo Salles ao Greenpeace é um ataque à sociedade civil e a todas as ONGs que lutam em prol da vida e dos nossos patrimônios naturais. Diante da maior tragédia ambiental da costa brasileira, o que vemos é a inação do Governo”.

Nessa quinta, Salles foi ao Twitter, onde publicou uma foto de um navio do Greenpeace e disse: “Tem umas coincidências na vida né... Parece que o navio do ‘Greenpixe’ estava justamente navegando em águas internacionais, em frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo venezuelano”.

O Greenpeace se defendeu e disse que o determinado navio estava na Guiana Francesa. Segundo a Agência Lupa, “das três embarcações do Greenpeace, duas estão no Atlântico Sul. Uma delas, a Esperanza, de fato passou pela costa do Nordeste brasileiro. A viagem, no entanto, é posterior à descoberta de petróleo no litoral”.

O Greenpeace acionou a Justiça contra Ricardo Salles por conta das declarações. A Marinha do Brasil diz que mais de mil toneladas de resíduos oleosos (mistura de óleo e areia) já foram retirados das praias do Nordeste do país. O óleo se alastra pela região desde o fim de agosto deste ano. A origem do material ainda é desconhecida.


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