Secretário da ONU e Greta Thunberg mostram preocupação com queimadas na Amazônia

Ministério do Meio Ambiente criará força-tarefa para atuar na região
Da Redação / Ecológico - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 23/08/2019

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou nessa quinta-feira (22) por meio de sua conta no Twitter que está "profundamente preocupado" com os incêndios na Floresta Amazônica. “No meio da crise climática global, nós não podemos esperar mais prejuízos à maior fonte de oxigênio e biodiversidade. A Amazônia deve ser protegida”, disse o secretário-geral.

A jovem ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, também tuitou: “Mesmo aqui no meio do Oceano Atlântico, eu ouço sobre a quantidade recorde de incêndios devastadores na Amazônia. Meus pensamentos estão com os afetados. Nossa guerra contra a natureza deve acabar”. Greta está viajando para os Estados Unidos em um veleiro para evitar a emissão de gases de efeito estufa que um avião ou um navio convencional trariam.

Divulgação/António Guterres e Greta Thunberg
Divulgação/António Guterres e Greta Thunberg

Força-tarefa

Nesta quinta-feira, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, confirmou que a pasta pretende criar a Força-Tarefa da Amazônia, da qual devem participar outros ministérios e entidades do governo e empresas que atuam na região. A informação foi divulgada no mesmo dia em que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou edital no Diário Oficial da União para chamamento público de empresas especializadas no fornecimento diário por imagens de satélites de alta resolução espacial para geração de alertas diários de indícios de desmatamento.

O texto do edital diz ainda que o Ibama vai combater o desmatamento ilegal na Amazônia Legal de forma preventiva ou, no mínimo, contemporânea, para que seja possível interromper a ação criminosa e não permitindo a evolução e consolidação da ocorrência do ilícito.

O documento, assinado pelo diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Alves Borges de Azevedo, diz que a medida justifica-se pela “busca de uma solução viável e operacional para atuação mais eficiente, eficaz, efetiva e com maior celeridade na gestão das ações de fiscalização ambiental no combate ao desmatamento ilegal e exploração florestal seletiva ilegal na região Amazônica”.

Fonte: Agência Brasil e Climainfo


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