Os benefícios da carne de porco para a saúde

Fonte de gorduras boas, alimento é rico em proteínas e contém aminoácidos essenciais ao corpo humano
Saúde
Publicado em: 12/03/2019

Os derivados do porco (bacon, banha, torresmo, barriga de porco, costelinha, presunto, cerne em geral) estão entre os alimentos mais saborosos que o nosso paladar conhece. Não há como negar. Contudo, parece haver consenso de que não são os mais adequados para uma dieta saudável e balanceada. De acordo com Rodrigo Polesso, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego (EUA), essa visão generalizada é errônea e, grosso modo, baseada em três medos: um de fundo religioso; um relativo a doenças que podem ser transmitidas pela carne; e outro referente à gordura (saturada) do porco, considerada nociva à saúde.

Como o objetivo de seu trabalho é utilizar evidências científicas para discorrer sobre os benefícios ou malefícios de um alimento na dieta alimentar do ser humano, Polesso acredita ser melhor não entrar no mérito da religião. A respeito das doenças que podem ser ocasionadas pela carne de porco, o especialista em emagrecimento ressalta o fato de que toda carne mal processada e mal conservada é um potencial veículo de contaminação, assim como qualquer alimento fresco.

Já no tocante à gordura que compõe a carne suína, Polesso destaca que a maior parte é do tipo monoinsaturada, a mesma que existe em grande quantidade no azeite de oliva e que é venerada pela maioria das pessoas. “Apenas 35% das gorduras existentes na carne suína são saturadas, provando que, simplesmente, não é verdade a crença de que a carne de porco é composta apenas por gordura saturada. De fato, trata-se da menor parte”, afirma o especialista, que também é idealizador do site emagrecerdevez.com.

O especialista em emagrecimento ressalta que, mesmo sendo popularmente vista como vilã, no que se refere a evidências científicas sobre nutrição, não há nenhum estudo realizado na história que tenha estabelecido provas de que gorduras saturadas sejam nocivas à saúde humana. “O que existem são estudos associativos e epidemiológicos que não servem como embasamento para suportar qualquer relação de causa e efeito”, explica.

Gorduras saturadas estão presentes em alimentos considerados saudáveis e que são indicados para quem deseja emagrecer, como azeite de oliva (14%) e o salmão (20%). Por exemplo, a maior parte da gordura – aproximadamente 45% - que compõe o leite materno, o alimento mais importante para um bebê, é saturada, sendo a menor parte insaturada. “Gorduras saturadas são absolutamente necessárias. A natureza sabe o que faz”, diz.

Mesmo com a má fama, a carne suína é a mais consumida no mundo atualmente, segundo a Food and Agriculture Organization (FAO), uma das agências das Nações Unidas (ONU), que lidera esforços para a erradicação da fome e combate à pobreza. Barriga de porco, torresmo, pernil e outros derivados são alimentos típicos de muitas culturas, estando presentes, por exemplo, na culinária colombiana, chinesa e de algumas regiões do Brasil, como Minas Gerais.

Conforme Polesso, do ponto de vista nutricional, há razões para isso, porque, não bastasse ser uma fonte de gorduras boas, a carne suína é rica em proteínas, contendo todos os aminoácidos essenciais, e possui alta biodisponibilidade, ou seja, é muito facilmente absorvida pelo corpo.


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