Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas alerta para aumento da temperatura

Vice-presidente da entidade, Thelma Krug chamou a atenção para os altos números recentes
Da Redação / Ecológico - redacao@souecologico.com
Clima
Publicado em: 28/01/2020

O Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC) organiza, entre esta terça-feira (28) a sábado (1), na Universidade do Algarve, em Portugal, um encontro que reúne cerca de 260 especialistas em alterações climáticas. Eles estudam os impactos das alterações climáticas no planeta Terra, e a vice-presidente da entidade já se pronunciou com pessimismo.

"Hoje, se somarmos todas as contribuições que foram colocadas na mesa por todos os países, estamos muito mais na trajetória de um aquecimento de 3ºC, praticamente o dobro do que estaríamos buscando para minimizar os potenciais impactos", afirmou a vice-presidente do IPCC.

Gases de efeito estufa preocupam cientistas (Foto: Domínio público)
Gases de efeito estufa preocupam cientistas (Foto: Domínio público)

Para Thelma, o limite para o aquecimento é "quanto mais baixo melhor". No encontro em Portugal, será elaborado o sexto relatório de avaliação. No IPCC há três grupos de trabalho, que analisam os impactos das alterações climáticas nos ecossistemas e nas atividades humanas.

Especialista na área de ambiente e florestas, Telma lembrou o relatório do IPCC de outubro de 2018, que alertava para grandes alterações climáticas se os estados deixarem as temperaturas acima de 1,5ºC em relação à época pré-industrial, limite definido no Acordo de Paris, sobre redução de emissões, como o patamar desejável para a contenção do aquecimento global.

Em relação aos governos que ainda resistem às alterações climáticas, Thelma diz que não comenta políticas de países, mas que o IPCC reconhece que há muito trabalho a ser feito por governos locais e regionais.

"A mensagem dos cientistas é muito clara, seria muito melhor que começássemos uma grande transformação em todos os setores, no sentido de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa", afirmou, acrescentando que as temperaturas já subiram um grau e que a situação atual é "crítica".

Limitar o aquecimento global a 1,5ºC no final do século implica emissões zero de gases em 2050, o que exigiria "um grande esforço já".


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