Países aumentam riqueza à custa do meio ambiente

É o que indica Relatório de Riqueza Inclusiva, apresentado pela ONU Meio Ambiente e parceiros em Paris
Meio Ambiente
Publicado em: 30/11/2018

Coreia do Sul, Cingapura e Malta estão no topo de uma pesquisa bienal de crescimento da riqueza de países, cujos resultados preliminares foram apresentados recentemente pela ONU Meio Ambiente e parceiros em Paris, na França.

O Relatório de Riqueza Inclusiva 2018, que será divulgado nas próximas semanas, mostra que, embora a riqueza média global esteja aumentando, o crescimento para muitos países acontece à custa de ativos ambientais, como água, ar limpo, florestas e biodiversidade.

O documento, que tem curadoria de mais de 200 economistas de todo o mundo, explora alternativas ao uso do Produto Interno Bruto (PIB) como medida da riqueza de um país, afirmando que este mede o tamanho da economia, mas não a sua base oculta de ativos. Em vez disso, o relatório usa o conceito de riqueza inclusiva, que foca em bens de capital manufaturado, humano e natural.

Por essa métrica, 44 dos 140 países – mais de um terço – ranqueados no Índice de Riqueza Inclusiva do relatório tiveram queda em riqueza inclusiva per capta desde 1998, mesmo com o PIB aumentando em muitos deles.

“A saúde de uma economia é extraída da saúde do meio ambiente”, alerta Pushpam Kumar, assessor econômico sênior da ONU Meio Ambiente e coordenador do relatório. “Para fazer as escolhas certas que nos deixarão em um caminho sustentável, precisamos ter capacidade de medir corretamente nosso progresso. Esse relatório irá subsidiar tomadores de decisão com os números corretos, para que possam entregar resultados melhores para as gerações que estão por vir.”

Fonte: ONU


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