França, Irlanda, Áustria e Reino Unido querem sanções contra políticas ambientais do governo Bolsonaro

Parlamento Austríaco já havia aprovado uma moção que obriga o governo do país a vetar no Conselho Europeu o acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul
Da Redação / Ecológico - redacao@souecologico.com
Política Ambiental
Publicado em: 09/10/2019

A ministra francesa do Meio Ambiente, Elisabeth Borne, declarou nessa terça-feira (8) que seu país não pode “assinar um tratado comercial com um país que não respeita a Floresta Amazônica, que não respeita o tratado de Paris (do clima). A França não assinará o acordo do Mercosul nessas condições.” A notícia saiu n’O Globo, que também lembrou que o Taoiseach (primeiro-ministro) da Irlanda, Leo Varadkar, já tinha ameaçado votar contra o acordo porque o Brasil não respeita seus “compromissos ambientais”. O Parlamento Austríaco já havia aprovado uma moção que obriga o governo do país a vetar no Conselho Europeu o acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul.

O Parlamento britânico, segundo a Exame, começou a apreciar uma petição pedindo à União Europeia e à ONU que apliquem sanções e pressionem o país a mudar de atitude e agir efetivamente para conter o desmatamento no Amazônia. Diz a petição: “O governo do Brasil, liderado por Jair Bolsonaro, favorece o desenvolvimento da Floresta Amazônica em detrimento de sua conservação. O desmatamento ameaça as Populações Indígenas que vivem na floresta, a perda de um ecossistema precioso e complexo e uma reserva vital de carbono que retarda o aquecimento global.”

Divulgação/Embrapa-PA
Divulgação/Embrapa-PA

A ministra da agricultura, Tereza Cristina, está na Europa e foi a uma feira na Alemanha. Lá, teve que responder à ministra alemã da Agricultura e Alimentação, Julia Klöckner, e a importadores e tradings de carnes, soja, açúcar, cacau e óleos vegetais, todos preocupados com o desmonte ambiental promovido pelo atual governo. Depois da visita, a ministra disse a Cristiano Zaia, do Valor, que “a imagem do país ainda está ruim, e há muita desinformação que reforça essa imagem negativa.”

Fonte: Climainfo


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