Palmeiras plantadas em 1960 florescem pela primeira vez

Fato único do paisagismo brasileiro pode ser visto em dois pontos do Rio de Janeiro
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 09/12/2019

Palmeiras plantadas na década de 1960, no Rio de Janeiro, começaram a florescer pela primeira vez neste ano, em outubro, e ainda dão o ar da graça. A árvore florida pode ser vista em dois locais: no Aterro do Flamengo, na zona sul, e no Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, zona oeste.

A florada poderá ser vista até o início de 2020, quando as flores morrerão. A Palmeira Talipot (Corypha umbraculifera) é nativa do sul da Índia e do Sri Lanka. Ela pode chegar a 30 metros de altura e tem folhas de até cinco metros de diâmetro.

A inflorescência (a parte onde se localizam as flores) é a parte mais chamativa da flor, considerada a maior dentre todas as espécies conhecidas do mundo. São milhares de pequenas flores em tons de amarelo que surgem apenas uma vez, normalmente quando a palmeira tem de 40 a 70 anos de idade.

Palmeira Talipot (Corypha umbraculifera) é nativa do sul da Índia e do Sri Lanka (Foto: Reprodução/TV Brics)
Palmeira Talipot (Corypha umbraculifera) é nativa do sul da Índia e do Sri Lanka (Foto: Reprodução/TV Brics)

"Isso depende do local do plantio, do clima, do solo e da insolação. Em seu local de origem, ela costuma florescer aos 70 anos, mas, aqui no Brasil, a floração ocorre mais cedo", disse o biólogo e paisagista Marlon da Costa Souza, chefe da divisão técnica do sítio Roberto Burle Marx, ao Estadão.

As mudas de Talipot foram trazidas ao Brasil e plantadas no Aterro e no sítio pelo próprio paisagista Roberto Burle Marx. Alguns outros exemplares já tinham florescido no sítio e no Aterro há cerca de 20 anos.

Quando todos os frutos tiverem caído no chão - o que deve acontecer até maio de 2020 - a palmeira definha até a morte. Os frutos, entretanto, tendem todos a gerar novas palmeiras.


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