Programa protege primatas do Jequitinhonha

Iniciativa visa aumentar o conhecimento sobre os animais que vivem na região, impulsionar pesquisas e sua preservação
Verde Chique
Publicado em: 26/03/2019

Conhecimento e conservação. Duas palavras-chave que definem o atual projeto: “Primatas do Jequitinhonha”. Uma ação interinstitucional que visa aumentar o conhecimento sobre os primatas que vivem na região, impulsionar pesquisas, especialmente sobre aqueles ameaçados de extinção, além de envolver a sociedade e as UCs em sua preservação. O programa está previsto para iniciar suas atividades no primeiro semestre deste ano, tendo ações planejadas até 2020.

A iniciativa está alinhada a importantes processos do ICMBio, como o “Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica e da Preguiça-de-coleira” e o “Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade em Unidades de Conservação”. A proposta é conhecer melhor a diversidade dos animais na região do Jequitinhonha, devido à distribuição ainda incerta acerca das espécies, além de saber exatamente onde estão as ameaçadas e o estado de conservação. Leandro Jerusalinsky, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) destaca a importância do envolvimento social para o desenvolvimento das ações. “Uma premissa deste trabalho é o envolvimento das comunidades locais, sem as quais é impossível promover a conservação da biodiversidade de forma sustentada em longo prazo. Por fim, pretende-se garantir a sobrevivência de primatas, destacando a importância do Vale do Jequitinhonha para a conservação da espécie no Brasil, e ressaltar o orgulho que todos do local devem ter pela presença dessa riqueza única nas florestas que ainda existem ali”, revela.

Divulgação
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UCs contempladas

A Reserva Biológica da Mata Escura é a primeira Unidade de Conservação (UC) a participar do programa, uma vez que está localizada nos municípios de Jequitinhonha e Almenara, em Minas Gerais. Além disso a reserva abriga populações de dois primatas em perigo de extinção, o barbado-vermelho, Alouatta guariba guariba, o muriqui-do-norte, Brachyteles hypoxanthus e o macaco-prego-do-peito-amarelo, Sapajus xanthosternos. “A ideia de estruturar um projeto para a conservação desses animais na Rebio Mata Escura começou há alguns anos, por meio de conversas entre a gestão da UC, o CPB e parceiros como o Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB), a partir da compreensão de que essa é uma área da mais alta prioridade para a conservação de primatas no Brasil e no mundo, considerando que é a única unidade de proteção integral na Mata Atlântica a abrigar duas espécies criticamente ameaçadas. As conversas foram avançando, fomos pensando nas formas de viabilizar esta proposta e identificando potenciais parceiros”, conta Leandro Jerusalinsky. Segundo ele, outras UCs serão contempladas, como o Parque Nacional do Alto Cariri.

O projeto já se encontra com um planejamento de atividades para serem desenvolvidas e a equipe ainda trabalha na estruturação básica, como na articulação dos recursos financeiros e suportes institucionais necessários. O plano é ir a campo e começar a produção de materiais informativos ainda no primeiro semestre deste ano.

Fonte: ICMBio


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