Projeto recupera 51 hectares de Mata Atlântica no interior paulista

Cimenteira LafargeHolcim foi a responsável pela execução do plano
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 18/07/2019

A cimenteira LafargeHolcim finalizou um projeto de recuperação das minas Felicíssimo e Ipanema, que forneciam calcário para uma antiga fábrica da empresa em Sorocaba, no interior de São Paulo. Em dez anos, as fontes, localizadas no município de Iperó, a 125 quilômetros da capital paulista, tiveram uma área de 51 hectares recuperada e convertida em Mata Atlântica.

O projeto teve início em 2009 e demandou um investimento de 3 milhões de dólares (cerca de R$ 11 milhões e 250 mil), com o plantio de 91 mil mudas (31 mil produzidas no viveiro da empresa, no município mineiro de Barroso, na Região de Campos dos Vertentes). A área retornou para sua condição natural no que tange às questões ambientais, físicas e químicas e está reintegrada à Floresta Nacional de Ipanema.

A Floresta de Ipanema é um bom exemplo de reintegração de áreas de exploração mineral à sua condição original. Desde 2008, depois do fechamento das minas no local por esgotamento de recursos, a cimenteira eliminou os impactos residuais do empreendimento no meio ambiente, tendo reflorestado a área, monitorado o retorno da fauna e realizado monitoramento da reabilitação da flora, das espécies invasoras e da qualidade das águas. Também foi construído um mirante, que permite a observação da fauna e da flora.

Todo o processo seguiu um plano de fechamento aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama. A LafargeHolcim diz que trabalha para fechar todas as minas do grupo no mundo.

Imagens da área em 2002 (esquerda) e em 2017 (direita) (Foto: Divulgação/LafargeHolcim)
Imagens da área em 2002 (esquerda) e em 2017 (direita) (Foto: Divulgação/LafargeHolcim)

O processo

Para a extração do calcário, foi preciso retirar camadas superiores de solo, estocadas uma por cima da outra formando degraus (taludes). Essas são as chamadas pilhas de estéril, que chegaram a atingir 60 metros de altura. A técnica de recuperação utilizada foi o plantio no final da pilha, que se tornou floresta.

As ações realizadas nas pilhas de estéril tiveram como principal objetivo, além de recuperar as áreas, garantir sua estabilidade geotécnica, ou seja, que estivessem na angulação e na compactação corretas para não desmoronarem.

Uma comparação visual entre a situação da Pilha A em 2002 e em 2017 (foto) dá uma dimensão dos efeitos positivos do trabalho – olhando apenas a imagem mais recente, é praticamente impossível visualizar o local exato da antiga pilha.

Outras ações foram a manutenção, monitoramento da reabilitação da flora e controle das espécies invasoras; implantação de dispositivos para controle da drenagem superficial e manutenção; monitoramento das condições de estabilidade dos degraus das pilhas de estéril; e o monitoramento da qualidade das águas.


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