Você sabe qual a relação entre refluxo e obesidade?

Juntos, eles são responsáveis por duas das doenças mais prevalentes na população brasileira
Saúde
Publicado em: 28/11/2018

Ter a recorrente sensação de queimação, azia e náusea pode ser alguns dos sintomas da doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Mais conhecida apenas como refluxo, essa doença se caracteriza pela volta do alimento do estômago para o esôfago, juntamente com ácido gástrico, causando tais desconfortos. E, como se não bastasse, o refluxo ainda tem relação direta com a obesidade.

De acordo com estudos clínicos, a obesidade é uma das principais causas da enfermidade. Juntos, respondem por duas das doenças mais prevalentes na população brasileira. Enquanto o refluxo acomete cerca de 12%, a obesidade atinge 20% dos brasileiros. O excesso de peso leva ao aumento da pressão intra-abdominal, forçando a volta do conteúdo gástrico para dentro do esôfago, além de enfraquecer a válvula da junção esofagogástrica, cuja função é justamente impedir o refluxo gástrico.

Além disso, a obesidade está diretamente associada aos maus hábitos alimentares, que também pioram o refluxo. Por isso, na maioria das vezes, a doença é satisfatoriamente controlada em conjunto com reorientação alimentar, perda de peso e prática de atividades físicas, além dos medicamentos indicados.

“Uma alimentação baseada em frutas, verduras, grãos e oleaginosas pode ajudar a amenizar e tratar a doença em seu estágio mais brando”, esclarece o médico Henrique Eloy, especialista em cirurgia e endoscopia bariátrica e gastroenterologia.

Já o tratamento cirúrgico é indicado somente para os casos mais graves. Se o paciente for portador de obesidade mórbida associada, a operação bariátrica está indicada. “Nesses casos deve-se optar pela técnica do by-pass gástrico para evitar a recidiva da DRGE a longo prazo”, explica Eloy.


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