Que meio ambiente os presidenciáveis querem para o Brasil?

Da Redação / Ecológico - redacao@revistaecologico.com.br
Meio Ambiente
Publicado em: 18/10/2018

Em meio a uma polarização de contornos insensatos e em uma disputa pontuada por fake news, descobrir o que realmente será feito pelo próximo presidente é um desafio e tanto. Questões relevantes, como o debate ambiental, estão enterradas sob um “disse me disse” sem fim nas redes sociais. Para clarear alguns pontos, uma estratégia é recorrer aos planos de governo apresentados à Justiça Eleitoral.

Registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as propostas não seguem um modelo previamente estabelecido ou um número mínimo e determinado de tópicos, mas sinalizam o que pensam os candidatos, seus respectivos partidos e apoiadores. O plano da coligação encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores, de Fernando Haddad, está dividido em cinco capítulos, e as questões ambientais estão mencionadas de maneira mais recorrente, em especial no item sobre o “desmatamento zero e a proteção da sociobiodiversidade”.

Nas propostas do Partido Social Liberal, de Jair Bolsonaro, é possível pinçar muito pouco do que pretende o candidato em relação às principais questões ambientais. De forma indireta, o tema só é citado quando o documento trata sobre geração de energia, agronegócio e produção de petróleo e gás.

A natureza fora dos planos

Entre as propostas de Haddad para a área ambiental estão ideias genéricas como: “introduzir uma agenda estratégica de transição ecológica” e “garantir práticas e inovações verdes como motores de crescimento inclusivo”. Ele também fala em “instituir um programa de redução de agrotóxicos, com medidas específicas e imediatas”, entre as quais estaria o estímulo a biopesticidas. Outra promessa é promover “um amplo debate para a construção de políticas públicas nacionais de proteção e defesa dos animais, em especial na área de educação”.

Para Bolsonaro, a questão ambiental está associada à econômica ou mesmo, por que não dizer, subjugada a ela. No plano do PSL está registrada a proposta, por exemplo, de agilizar os licenciamentos, como o das Pequenas Centrais Hidrelétricas, que seria concluído “num prazo máximo de três meses”. A defesa dos recursos naturais seria uma atribuição da “nova estrutura agropecuária federal”, sinalizando, com isso, o fim do Ministério do Meio Ambiente ou sua fusão com o da Agricultura. Outro ponto controverso diz respeito à diversificação da matriz energética: são citados incentivos à energia eólica e fotovoltaica, mas também ao uso do gás natural.

Saiba mais

Para conhecer as propostas de governo dos dois candidatos na íntegra, acesse :

Plano de governo - Haddad

Plano de governo - Bolsonaro

Fotos: Fernando Frazão e Ravena Rosa - Agência Brasil


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