Com exército há um mês na Amazônia, queimadas diminuíram, mas desmatamento aumentou

Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi estendida pelo governo até 24 de outubro
Da Redação / Ecológico - redacao@souecologico.com
Política Ambiental
Publicado em: 30/09/2019

Um mês depois do início da ação do Exército na Amazônia, os incêndios diminuíram, o desmatamento continuou a crescer e a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi estendida pelo governo até 24 de outubro.

O número de focos de incêndio registrados até 26 de setembro, 18.557, é menor do que o registrado em agosto, 30.901, e é menor do que os registrados em setembro de 2018, 22.498. Só no Amazonas este número ficou acima da média histórica, 2.913, contra a média para o mês de 2.682.

Segundo o Estadão, no último agosto os alertas do sistema DETER-INPE indicaram desmatamento de 1.702 km² na Amazônia, ante 526 km² em agosto de 2018. Até o dia 20 deste setembro, os alertas indicavam 1.173 km², ante 739 km² em todo o mês de setembro do ano passado.

Divulgação/Exército Brasileiro
Divulgação/Exército Brasileiro

Também de acordo com o Estadão, entre 24 de agosto e 24 de setembro, o total de bens apreendidos pelo Ibama foi menos da metade do apreendido no mesmo período de 2018, quando não ocorreu nenhuma operação especial. Neste período, no ano passado, o Ibama lavrou 258 laudos de infração em Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima, somando R$ 139,5 milhões. Enquanto foram lavrados 128 autos no 1º mês de vigência da GLO, somando R$ 42,9 milhões.

O Congresso em Foco teve acesso a documentos do Ibama informando que “os reforços que o Governo Federal enviou para conter os incêndios na Amazônia se recusaram a cooperar em ao menos três operações, pois elas poderiam resultar em destruição de maquinários de garimpeiros e madeireiros ilegais: “No dia 11 de setembro, segundo o documento, a GLO foi negada pela primeira vez. Foi solicitado apoio para ação de combate ao garimpo na Terra Indígena Trincheira Bacajá, mas por haver a possibilidade ‘de a apreensão dos bens ter como desdobramento a sua destruição’, foi negado o apoio. E, assim, outras duas vezes.

Fonte: Climainfo


Postar comentário