Recuperação da bacia do Rio Doce terá ajuda de universidades públicas

Área foi atingida pelo rompimento da barragem de Fundão, no município de Mariana, em 2015
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 17/06/2019

O rompimento da barragem de Fundão, no município mineiro de Mariana, em novembro de 2015, danificou consideravelmente as áreas da bacia do Rio Doce. Quase quatro anos depois da tragédia, os estudos para tentar recuperar os locais atingidos seguem em realização.

Bacia do Rio Doce depois do rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (Foto: Weverson Rocio/Fundação Renova)
Bacia do Rio Doce depois do rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (Foto: Weverson Rocio/Fundação Renova)

Dessa forma, a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), que trabalha junto da Fundação Renova e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), selecionou 15 projetos que visam ajudar no monitoramento e na busca de soluções para a reparação da bacia do Rio Doce. O resultado foi divulgado na última terça-feira (11).

O trabalho de pesquisa será realizado por cinco universidades públicas, sendo quatro de Minas Gerais e uma do Espírito Santo.

Agindo no desenvolvimento sustentável, a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) pensa na utilização do rejeito da barragem de minério para fabricação de tijolos, que podem ser utilizados para construção de casas. Já a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolverá o projeto de uso do rejeito sedimentado na fabricação de materiais para construção civil.

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) propôs a implementação de uma rede de conhecimento e cooperação entre envolvidos, como pesquisadores, estudantes e moradores da bacia. Com viés ambiental, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) desenvolverá meios para o monitoramento do ecossistema em áreas com influência da foz. A Universidade Federal de Lavras (UFLA) é a outra instituição que terá foco na questão ambiental.

A seleção se de por meio de um edital e está inserido é um Acordo de Cooperação Técnica, firmado em maio de 2017. A partir do acordo, estão previstas parcerias entre instituições para o fomento e financiamento de pesquisa e estudos focados em recuperar as áreas impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão. Ao todo, as propostas receberão R$ 5,6 milhões de apoio, que têm duração de até dois anos.


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